Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 25/06/2018
Transformando o país que se tem no país que se quer
A Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas - prevê que todo ser humano possui o direito ao bem-estar. O assédio sexual sofrido pelas brasileiras, em sua maioria, entretanto, serve para ilustrar o quanto a teoria destoa da realidade. Com o intuito de resolver tal imbróglio, o Governo, juntamente com as autoridades competentes, precisam desenvolver políticas públicas eficientes.
Em primeiro plano, é importante que se mencione que essa forma desrespeitosa de comportamento é cultural, vem desde os tempos do Brasil Colônia; enquanto os homens possuíam o poder de mando, era reservado às mulheres a subserviência. Apesar do espaço feminino conquistado atualmente, ainda é possível enxergar os resquícios do comportamento machista e patriarcal da época colonial. Prova disso são os dados divulgados em pesquisa do Datafolha, em 2017, que relatam que 42% das mulheres brasileiras já sofreu assédio sexual.
Além disso, é válido destacar que o assédio acontece, inclusive, no trabalho. A Organização Internacional do Trabalho divulgou, em 2017, que 52% das mulheres dizem ter sido desrespeitadas enquanto exerciam suas funções profissionais. Episódios como os de jornalistas que, durante suas transmissões, são abordadas por homens, reforçam a necessidade de uma real mudança de comportamentos.
Urge, portanto, que as escolas e as famílias somem esforços para gerar a mudança desejada. As escolas, desde a tenra idade de seus alunos, devem promover a isonomia e o respeito entre gêneros, através de atividades pedagógicas em sala de aula. A família, por sua vez, deve dar continuidade ao aprendizado fornecido pelos colégios, de forma que os pais conversem sobre igualdade e respeito aos seus filhos, além de incentivá-los a denunciar atos de assédio. Dessa forma, O Brasil estará mais próximo de ser o país que os brasileiros querem.