Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 25/06/2018
O assédio sexual contra mulheres, muitas vezes disfarçado de elogio, tem se tornado cada vez mais comum, não só no Brasil mas em toda sociedade mundial. A cada dia, mais mulheres têm criado coragem para denunciar esses ocorridos, a título de exemplo observá-se o que vem ocorrendo no ambiente cinematográfico, no final de 2017 muitas mulheres acusaram diversos atores e diretores hollywoodianos de assediá-las. Porém, apesar das denúncias, o assédio ainda é, infelizmente, recorrente na vida das mulheres tornando-se, apesar de incômodo e constrangedor, praticamente natural.
Primeiramente, é importante considerar que, não só essa, mas todas as práticas que, de alguma forma, oprimem à mulher decorrem de uma sociedade patriarcal, já presente na Mesopotâmia por volta do século XVIII a.c, baseada no controle do macho sobre a fêmea. Atualmente, é possível observar esse sentimento de controle por parte de alguns homens no momento em que decidem proferir palavras de cunho erótico ou as populares “cantadas” à mulheres, muitas vezes desconhecidas, com quem não têm o mínimo de intimidade, causando a elas grande incômodo e constrangimento.
Ademais, a evidente objetificação e sexualização da mulher na sociedade contemporânea contribui para o fortalecimento desses comportamentos machistas. O fato de uma mãe amamentar seu filho em público gerar exagerado desconforto em parte da população brasileira mostra como o seio feminino é extremamente erotizado por algumas pessoas, que acabam esquecendo da função que ele exerce. Alem disso, elogios e críticas às mulheres estão quase sempre relacionados ao seu físico, revelando que elas dificilmente são avaliadas segundo sua capacidade intelectual mas, sim, levando em conta se são “gostosas” ou não.
O fato é: atitudes corriqueiras de negligência no dia a dia consolidam esse comportamento sexista e inaceitável. Portanto, é necessário que uma mulher seja encorajada e se sinta segura a denunciar casos em que tenha sido assediada sexualmente, tendo a garantia de que haverá punição ao autor do delito. Isso pode ser feito, a princípio, por meios midiáticos que incentivem elas a buscarem auxílio em delegacias da mulher e, então, cabe ao Poder judiciário examinar a situação e estabelecer uma pena ao assediador, seja multa, indenização à vitima ou, em casos mais sérios, reclusão. Mostrando, assim, à população, que vê esse assunto com a seriedade que ele merece e, consequentemente, diminuindo sua incidência.