Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 25/06/2018
O assédio sexual é um problema recorrente na história da humanidade. A predominância do Patriarcalismo, que visa a supremacia do homem nas relações sociais, resulta em uma sociedade machista, que inferioriza a figura feminina, e em uma negligência do governo em relação às punições em casos de desrespeito à mulher.
Em primeiro plano, é válido destacar que o machismo ainda está muito presente na sociedade, no qual há uma grande sexualização do corpo feminino, de modo que a mulher seja vista como um objeto destinado ao prazer masculino. Isso faz com que mulheres estejam submetidas a situações de assédio diariamente, como aconteceu com a repórter Julia Guimarães, na Copa do Mundo de 2018, na Rússia, onde um torcedor tentou beijá-la sem sua permissão, o que mostra essa sensação de superioridade que alguns homens tem em relação ao sexo feminino.
De outra parte, é necessário salientar que o governo não cumpre seu papel no que diz respeito a punir os assediadores, dando uma sensação de impunidade para eles, repetindo cada vez mais esses atos com a certeza de que nada acontecerá, o que de certa forma resulta em uma normalização dessas situações de desrespeito à mulher, sejam elas assobios e cometários desnecessários ou situações que o homem chega a passar a mão, encostar, sem permissão.
Logo, a predominância do machismo na sociedade e a falta de atenção que o governo dá para esses casos, deixando os assediadores impunes, dificultam a redução dessas ações. Para mudar esse quadro, é necessário a criação de medidas para punir as pessoas que praticam esses atos e uma participação da mídia, por meio de novelas ou reportagens, mostrando o que as mulheres sofrem, com o objetivo de conscientizar a população e assim diminuir esses casos.