Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 25/06/2018
De acordo com a pesquisa realizada pelo Data Folha 42% das mulheres no Brasil dizem já ter sofrido assédio sexual. Nesse contexto, os desafios para reduzir os casos de tal impertinência tem crescido na atualidade. Desse modo, deve-se analisar como a impunidade e a falta de coragem desse setor no momento de realizar as denúncias influenciam em tal questão.
É primordial ressaltar que a impunidade continua sendo a maior dificuldade para combater o assédio sexual na sociedade. Isso porque, os infratores continuam assediando o público feminino seja através de contatos físicos ou comentários de conotação sexual no dia a dia. Conforme um levantamento do Datafolha, 29% das mulheres são assediadas na rua 22% no transporte público, no trabalho 15%. Diante disso, a fragilidade do poder público, seja nas polícias, na Justiça ou entre os legisladores tem contribuído na aparição de novos casos. Isso decorre, da inaplicabilidade das leis na maioria das vezes, assim como das falhas do sistema de segurança. Consequentemente, os abusadores continuam soltos praticando novamente tal conduta criminosa.
Além disso, nota-se, ainda, que o medo das vítimas no momento de realizar denúncias tem contribuído na persistência desses casos. Isso porque, na maioria dos casos elas sofrem pressões constantemente em ambientes de trabalho através do supervisor com medo de perder o emprego, como também em casa pelos companheiros pressupondo violências físicas. Por consequência disso, novos acontecimentos atrelados a esse setor da sociedade continuarão sendo executados e silenciados.
Torna-se evidente, portanto, que os casos de assédio devem ser combatidos. Em razão disso, o poder legislativo deve criar novas leis mais rigorosas que punam os infratores por tal ato e que o poder judiciário possa dar mais prioridade a esses casos. Ademais, a Polícia Federal deve criar portais eletrônicos de denúncias anônimas , para que as vítimas se sintam mais seguras no momento de realizar tal ação. Poder-se-á, assim, fazer com que as mulheres sejam respeitadas.