Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 25/06/2018
Historicamente, o papel feminino em sociedades, como na Grécia antiga, foi subjugado a interesses masculinos, no qual as mulheres não eram consideradas cidadãs, abstendo-se de participação em assuntos politicos e outros fatores que ocasionavam a inferioridade diante dos demais. No entanto, em meados do século XX, o assunto começou a ser contextado, tendo como anfintriã a francesa Simone Beauvoir, mas mesmo que tenham sido obtidos avanços nos direitos civis, a violência contra a mulher é uma problemática persistente no Brasil. Nesse contexto, deve-se análisar como a dificuldades das vítimas em relatar os crimes e a cultura machista enraizada na sociedade influênciam na problemática em questão.
Em primeiro lugar, observa-se que nas últimas décadas, a participação feminina nas campanhas políticas e no mercado de trabalho se intensificou. Entretanto, as relações pessoais, ainda seguem uma lógica sexista em algumas famílias, tal fator promove assédio provindo de parentes, como pai, filho, irmão ou marido, como efeito, desincoraja a vitima a prestar queixas, visto que há um vínculo afetivo que ela teme dilacerar. Segundo a socióloga Sylvia Walby, a violência masculina contra as mulheres é comum e repetitiva a ponto de constituir uma estrutura social, sendo assim, as agressões físicas e verbais no ambiente familiar contribuem para intensificar o paradigma apresentado.
Outrossim, é valido salientar que a violência de genêro está presente em todas as camadas sociais, camuflada em pequenos hábitos cotídianos que alimentam a cultura machista. De acordo com o filósofo Pierre Bordieu, a violação dos Direitos Humanos não consiste somente no embate físico, o desrespeito está, sobretudo, na perpetuação de preconceitos que atentam contra a dignidade da pessoa humana ou de um grupo social. Dessa forma, a misoginia e a humilhação da figura feminina em forma de piadas, músicas e etc, propriciam o assédio feminino, tanto quanto os assasinatos desastrosos e crimes brutais.
Torna-se evidente, portanto, que é Imprescindível que medidas sejam tomadas para que ocorra dimuição nos índices de violência contra a mulher. Dessa forma, faz-se necessário que o Ministério da Educação em parceria com os municípios promova palestras e oficinas com o intuito de conscientizar os indivíduos desde cedo a respeitar o sexo oposto, afim de extinguir a cultura machista imposta pela sociedade. Ademais, é fundamental que a população se mobilize e por meio das denúncias combatam as práticas machistas e de feminicídio no âmbito familiar e fora dele, a fim de abolir o insulto e violações contra a dignidade do sexo feminino.
Destarte,