Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 25/06/2018

Em meados do século XIX, o Feminismo, um movimento político, filosófico e social, surgiu e com ele a luta pela igualdade de gênero intensificou-se. Contudo, hoje no Brasil uma vertente desse movimento é violada, uma vez que o assédio sexual persiste. Logo, questões como sociedade patriarcal ainda vigente e inação estatal fazem-se relevantes para tal problemática.

Apesar de todas as mudanças sociais ocorridas nas últimas décadas, o machismo ainda perdura na contemporaneidade. Assim, é comum as mulheres escutarem certos “elogios” quando estão sozinhas na rua, por exemplo. Destarte, segundo pesquisa realizada pela campanha Chega de Fiu Fiu, a cada 100 mulheres cerca de 85 já foram tocadas contra sua vontade e inúmeras são vítimas de estupros e mortas diariamente.

Outrossim, mais um forte empecilho para o combate ao assédio sexual é a ineficiência das leis governamentais. A Lei Maria da Penha, que é uma das principais normas de proteção a mulher, diversas vezes não é cumprida de forma correta pelo Estado devido a falhas do sistema de segurança com processos parados, superlotação de presídios, aceitação de propina  e falta de importância plena às denúncias realizadas de mulheres que sofreram algum abuso.

Medidas são, portanto, imprescindíveis para atenuar o assédio sexual no país. A escola em parceria com a comunidade deve realizar palestras, oficinas e debates sobre a violência contra a mulher, mostrar seus malefícios e como agir nesses casos e, além disso, a mídia precisa aumentar as campanhas, programas e novelas informacionais a fim de propiciar uma conscientização coletiva. Ademais, o Estado necessita facilitar a comunicatividade do disque denúncia com mais rapidez e executar as leis de maneira adequada com o intuito de proporcionar condições de desenvolvimento ético e humanitário eficaz para toda população.