Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 25/06/2018

Na contemporaneidade tem-se discutido muito acerca de assédio sexual. Está ficando cada vez mais comum encontrar notícias sobre mulheres que tem seus corpos tocados e que recebem “cantadas” violentas gratuitamente em locais públicos, partidas de homens que consideram suas palavras como elogios. Assim, o Brasil enfrenta desafios para a redução dessa impertinência.

Em primeira análise, uma enquete realizada pelo projeto Vila Lilás, 95% das pessoas que participaram eram mulheres, e disseram ter sofrido algum tipo de violência,  e  71% delas não denunciaram seus agressores. Uma das grandes justificativas para esse resultado, é a impunidade, essa falta de soluções concretas, que reduzam os casos, faz com que os perpetuadores desses crimes continuem os praticando sem medo de represálias. Assim, esse fator representa como o país ainda está retrocedido neste lado.

Em segunda análise, é claro perceber que os casos de assédios sexuais acontecem muito mais de homens para mulheres, por serem consideradas o “sexo frágil”, e estarem sempre em posição de “objeto sexual”. Ademais, em muitas situações, as vítimas são julgadas culpadas quando elas simplesmente tem seus direitos violados e são desrespeitas como seres humanos, assim, é válido ressaltar que independente da circunstância a vítima nunca deve ser considerada responsável.

Em decorrência dos fatos apresentados, são necessárias reformulações urgentes para quebrar os desafios desses casos. Primeiro precisa-se que o Ministério da Justiça junto aos Deputados formulem uma legislação específica e eficaz para esse tipo de crime, com punição de no mínimo 5 anos em regime fechado e com um sistema de reeducação para que os criminosos saiam das cadeias conscientizados. Além disso, o MEC deve estabelecer nas escolas e nos meios de comunicações palestras voltadas ao público masculino, com intuito de informa-lós sobre o assunto e torna-los conscientes, para que assim esses casos se reduzam.