Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 25/06/2018
O mundo atual tem passado por diversas dificuldades de caráter social a serem confrontados, dentre eles, o setor feminino é o que mais enfrenta temas e lutas constantes a fim de que as mulheres consigam adquirir e consolidar direitos perante assuntos banalizados pela sociedade em geral. O assédio sexual - tipo de coerção de caráter sexual praticada geralmente por uma pessoa em posição hierárquica superior em relação a um subordinado - ainda é uma questão que passa por problemas e é extremamente complexo o seu combate uma vez que há desafios a serem enfrentados, tais como: a falta de lei que qualifique o assédio como crime e que penalize o coautor, além da persistência de uma cultura permissiva do ato coercivo contra as mulheres.
Primordialmente, uma das causas que promovem a perpetuação do assédio sexual é a inexistência de legislações específicas que formalizem, através do Direito, tal ato como uma ação criminal e, consequentemente, condene o cidadão à prisão e outras práticas punitivas conforme o grau depreciativo da violência cometida por esse contra a mulher. Com isso, ocorre a banalização deste tipo de agressão, sujeitando o sexo feminino ao medo, visto que as mulheres não recebem respostas e ações punitivas eficazes com as denúncias realizadas e assim acabam ficando expostas a ameaças em todo e qualquer ambiente social. No Brasil, pesquisas foram feitas pelo Instituto YouGov e relataram que 86% das mulheres brasileiras sofreram assédio em espaço público e dessas 70% não tiveram coragem de denunciar.
Ademais, a persistência de uma cultura machista e patriarcalista presente em lares e até mesmo em ambientes de trabalho impede que a voz e a vontade feminina tenha vez e oportunidade. Dessa maneira, os homens perpetuam argumentos que neutralizam a interação sexual não consensual e o círculo social do qual a mulher faz parte não se compromete a fundo, tanto habilitando canais para as denúncias como revendo suas culturas na medida em que criam espaço para o abuso. Faz-se necessário entender que a discriminação, o abuso e o assédio existem no espaço social porque, de fato, a desigualdade entre homens e mulheres ainda existe no mundo inteiro.
Logo, medidas devem ser tomadas para que amenizem tais desafios e assim promovam direitos ao sexo feminino e desestabilize a cultura machista. Dentre elas: a promoção de uma lei, pelo Poder Legislativo e Judiciário, que determine e execute a punição contra o assédio sexual, com o apoio de campanhas publicitárias em meios comunicativos que promovam a coragem, garantam a proteção e disseminem números de telefone em que as mulheres possam ligar para denunciar os abusos e as ameaças sofridas em todo o ambiente no qual elas estão inseridas.