Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 25/06/2018
Movimentos feministas, direito à voto, lei Maria da Penha são fatos que mostram a luta frente de mulheres em busca de igualdade, contrariando a ideia de “sexo frágil” atribuído a elas. Contudo, mesmo depois de tantos avanços vê-se que a redução dos casos de assédio é bastante desafiadora, em razão de uma cultura machista e da objetificação da figura feminina.
Mormente, é fundamental destacar que de acordo com o sociólogo Durkheim, na tese do fato social, o meio em que se vive influencia as ações individuais. Dessa forma, por consequência de uma cultura patriarcal casos de assédio são pertinentes. Sobretudo, porque parte da sociedade mantém o pensamento retrógrado de que, por questão de gênero, a decisão masculina sobrepõe a feminina. Basta ver que no espaço de trabalho ou em casa a mulher, por muitas vezes, é subordinada a aceitar a decisão masculina. Com isso, alguns homens acham que têm o direito de assediar as mulheres que os cercam, assim, corroborando para manutenção dos casos de assédio.
Outrossim, a objetificação da figura feminina é um fator que contribui para o aumento do casos de assédio nas cidades brasileiras. Uma vez que nos meios midiáticos a mulher assume uma postura mais sexy, na qual o corpo e a beleza são postas em primeiro plano para aumentar o valor mercadológico de alguns produtos. Comprova isso a pesquisa do Data Popular e Instituto Patrícia Galvão em que 58% das propagandas da de tv a mulher é retratado como um objeto sexual. Logo, a reduzem a “corpo e bunda”.
Dessarte, é evidente a necessidade de mudança de paradigma quanto a figura feminina. Dessa forma, é imprescindível que a escola, em parceria com a família, promovam palestras e debates com psicólogos para discutir sobre questões da cultura patriarcalista para desconstruir a ideia de que o homem é superior a mulher, a fim de ensinar jovens e crianças à respeitar as diferenças de gênero. Desse modo, influenciará para a construção de um sociedade com menos casos de assédio. Além disso, é relevante que o Poder Legislativo fiscalize as propagandas divulgadas nos meios midiáticos que utilizam a figura feminina para aumentar o lucro de produtos, com o fito de minimizar a objetificação feminina.