Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 26/06/2018

8 de março

Muito antes do movimento sufragista, no século XX, as mulheres já haviam enfrentado dificuldades que estenderam-se até o cenário atual. Nesse contexto, a herança de uma sociedade patriarcal e machista e o medo de denunciar por conta de uma possível represália, infelizmente, contribuem para a permanência desses desafios.

Desde a infância, crianças são educadas em um ambiente que culturalmente inferioriza a figura feminina. Prova disso, são as normas sociais repassadas às meninas: não usar roupas curtas, não sair sozinha, ajudar nas tarefas do lar. Todavia, tais regras são inaceitáveis e insuficientes para protegê-las, uma vez que aos meninos é ensinado o oposto: pouca exigência quanto à vestimenta, liberdade de locomoção, trabalho doméstico nulo ou facultativo. Nessas circunstâncias, há margem para os casos de assédio, pois ocorre a crença de superioridade masculina, baseada em um legado que recusa a equidade de gênero. Dessa forma, repensar comportamentos tão naturalizados e que o corpo social, ainda, perseverante, exige das mulheres é o primeiro passo para conter os episódios de violência contra elas.

Ademais, delatar os assediadores é sinônimo de futuras retaliações para as mulheres. Em um ambiente profissional, por exemplo, existe a predominância masculina nos cargos de alta ocupação. Denunciar torna-se um dilema, uma vez que há o risco de perder seu emprego. O silêncio é a opção evidente e, por isso, ainda hoje é difícil pôr fim a esse entrave.

Portante, para que esses desafios terminem, medidas devem ser tomadas. Os pais, durante a formação da criança, precisam tornar compreensível a igualdade de gênero por meio da neutralidade de cores, brinquedos e profissões com a finalidade de que haja espaço para a criança se desenvolver integralmente. Assim, o dia 8 de março poderá ser verdadeiramente comemorado.