Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 28/06/2018
A herança de banalizar uma violência
A década de 1960 foi marcada por uma grande transformação no âmbito social,principalmente em relação a busca pela igualdade de gêneros.Nesse contexto,foi consolidada a luta feminista,reivindicando a equidade jurídica, política e econômica para as mulheres.No entanto,mesmo após anos de trabalho visando justiça,a mulher permanece sendo inferiorizada,tendo sua integridade física e mental abalada diante de um mundo predominantemente patriarcal.
Primeiramente,é indispensável abordar a naturalidade com que inúmeras ações envolvendo o sexo feminino são submetidas.Por exemplo,na atual Copa da Rússia,um grupo de homens brasileiros gravou um vídeo propagando grosserias obscenas à uma moça,e que por consequência,vulgarizou e objetificou a mesma.Além dessa ocasião,a jornalista Julia Guimarães durante uma reportagem,no mesmo cenário de Copa,foi assediada por um homem que tentou beija-la sem consentimento.Em síntese,é notório a grande falta de respeito e banalização diante esses acontecimentos.
Outrossim,vale ressaltar que a visão de submissa ao homem e o próprio assédio sexual,são questões essencialmente culturais.Por isso,o movimento artístico denominado Romantismo,com grande repercussão no século XIX,com princípios de idealização da mulher associada a uma imagem de frágil e pura,acabou por influenciar e reforçar pensamentos de que o universo masculino é superior ao feminino.Assim como a vertente artística citada,o Regime Escravocrata deixou marcas cruéis por todo o mundo,usando escravos para simplesmente suprir os desejos de seus donos,anulando seus sentimentos,e assim,causando danos psicológicos.
Em virtude dos fatos mencionados,torna-se portanto necessária medidas,principalmente,em prol da proteção à mulher.Dessa forma,urge que as escolas e universidades juntamente com as famílias,abordem mais sobre essa temática mostrando as consequências do machismo em uma sociedade,utilizando como meio debates e palestras.E também, o Conselho de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar),deve abolir propagandas com características sexistas para que ocorra uma colaboração para a o processo de conscientização dos indivíduos contra qualquer tipo de assédio.