Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 30/06/2018
Na entrega do Globo de Ouro de 2018 as atrizes se vestiram de preto como forma de denunciar os assédios sexuais em Hollywood. Nessa perspectiva, percebe-se a preocupação da sociedade em torno da persistente problemática dos casos de assédio. Contudo, a falta de incentivos às denúncias e a persistência da cultura machista têm gerado a tenacidade dessa realidade.
Mormente, é válido salientar que denunciar os casos de assédio sexual é relevante para promover seu combate. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 35% das mulheres do mundo já sofreram algum tipo de violência sexual ou física na vida. No entanto, mesmo diante de tal porcentagem, poucas mulheres denunciam tais ocorrências por, na maioria das vezes, não saber que podem ser respaldadas legalmente. Desse modo, mantêm-se a persistência dos atos de assédios sexuais nos diversos âmbitos da sociedade em virtude do pouco incentivo à queixas, dando aos agressores a sensação de impunidade.
Além disso, o pensamento machista ainda existente no meio social faz com que a realidade dos assédios continue presente. Logo, a noção de que o homem é superior e detém poder sobre a mulher, faz com que a sociedade naturalize o comportamento sexual violento, caracterizando assim a “cultura do estupro”. Dessa maneira, muitas pessoas visualizam os casos de assédio sexual, no trabalho ou dentro dos lares, por exemplo, como algo de cunho natural, permitindo a permanência de tal violência.
Em suma, por tudo isso, é necessária ação governamental e social. Assim sendo, os governos devem criar campanhas de incentivo às denúncias de assédio sexual, através de explicações sobre a necessidade de denunciar esses casos como um modo de diminuir essa prática, a fim de estimular a prestação de queixas, de modo a desestimular tal realidade. Outrossim, ONG´s e escolas devem fazer projetos educacionais que desestimulem pensamentos machistas e, assim, apague a normalidade em torno da questão dos assédios sexuais dos homens contra as mulheres.