Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 28/06/2018

Chega de Fiu Fiu

Seria possível viver em um Brasil sem a cultura do assédio? O que antes era um tema omitido junto às ações desses assediadores, hoje ganha força com a ajuda de projetos sociais e movimentos como o Feminismo. Contudo, as mulheres ainda sentem medo e sofrem com esse mal, que ao contrário do que muitos pensam pode estar dentro da sua casa.

Uma sociedade patriarcal, na qual o sentimento de dominância sobre a mulher ainda vive. É nesse cenário que nasce o assédio e as demais violências e desigualdades de gênero. Movimentos como o feminismo, que debatem e lutam pelos direitos e empoderamento feminino. E campanhas como a “Chega de Fiu Fiu”, que criou um site onde vítimas podem entrar no mapa e reportar o assédio que sofreram e o local onde aconteceu, mapeando as áreas mais críticas do Brasil inteiro. Tentam mudar esse cenário.

No entanto, ao analisar os contextos nos quais o assédio acontece, percebe-se que em grande parte das situações a vítima conhecia o assediador. Pensar que o agressor é um sujeito sem rosto, dissimulado, andando por ruas escuras, acaba trazendo um perfil não tão condizente com a maioria dos casos. Muitas mulheres lidam com perseguição no trabalho, em locais de lazer como bares e shows, e, até dentro de casa. E o medo de ser demitida, se separar do “melhor homem do mundo” ou causar um constrangimento em meio público, fazem as vítimas optarem pela inércia quanto a denúncia.

Assim, pode-se perceber que a luta diária contra esse tema está acontecendo. Com debates e constante conquista feminina em diversas áreas do contexto social atual. Junto ao uso de ferramentas que ajudam a entender o porquê de certas áreas serem de risco. Além de alertar outras possíveis vítimas que frequentam o local à pedir medidas e soluções como iluminação e câmeras em ruas escuras ou seguranças em bares. Mas, somado à essas pequenas transformações, a mulher precisa de apoio. Vindo de delegacias especializadas e das demais instituições públicas de segurança, com informações e ajuda em quaisquer situação, mostrando para cada cidadã que elas não estão sozinhas. O caminho não é fácil, mas viver em um país no qual , culturalmente, a mulher não é um objeto de consumo dos homens é possível e urgentemente necessário.