Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 28/06/2018

Na formação da sociedade a mulher adquire o papel de submissa ao homem. Essa concepção vigora desde o período de escravização do negro nas senzalas em que muitas negras eram violentadas por seus senhores. Nesse contexto, esse retrato ainda persiste, uma vez que o assédio sexual de mulheres é expressivo, o que deve-se à ineficiência de leis de proteção aliado à lenta mudança de mentalidade.

Em primeira análise, a banalização da violência contra mulher muitas vezes é justificada por seu comportamento e sua vestimenta servindo de argumento aos homens e culpabilizando as vítimas. Nesse sentido, a falta de políticas de combate ao assédio e uma educação de respeito e empoderamento a mulher, destacam-se como impulsionadores da problemática, haja vista que o sentimento de insegurança dificulta o processo de denúncias e colabora para que casos como de abusos em transporte público fiquem em silêncio.

Além disso, vale ressaltar que essa situação é corroborada pela erotização do corpo feminino nas músicas e nas propagandas que são reproduzidas de maneira depreciativa. Nessa perspectiva, comerciais de cervejas que utilizam da mulher como produto sexual, confirmam essa naturalização com que ocorre a exposição da sensualidade do corpo feminino, construindo uma equivocada visão a respeito da mulher brasileira, devido a forte presença da cultura machista na sociedade.

Entende-se, portanto, que é necessário uma reeducação de respeito a mulher. Sendo assim, cabe às instituições de ensino em parceria com Ministério da Cultura, introduzir debates ao público jovem, através de filmes e documentários sobre a problemática, a fim de desconstruir a naturalização do assédio. Ademais, cabe ao Governo Federal lançar campanhas que destaquem a importância de se efetuar as denúncias, para assim, amenizar a banalização das vítimas e assegurar o direito de voz feminino na sociedade.