Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 29/06/2018

Diante dos números alarmantes de casos de assédio sexual, em que a mulher é a principal vítima, muitas vezes, vista pelo homem como objeto, tem-se buscado encontrar soluções perante esse desafio. Esse comportamento masculino abusivo deve-se a um histórico social patriarcal, pois a mulher ateniense, por exemplo, não era considerada cidadã, não tinha direitos e aprendia somente serviços domésticos. Em vista disso, qualquer abuso precisa ser denunciado e, principalmente, deve haver uma mudança na formação da sociedade e da mídia.

É essencial que atos abusivos sejam denunciados. Porém, diversas pesquisas de grupos e ONGs (Organização Não-Governamental), relacionados a movimentos feministas, revelam que a mulher, diversas vezes, não denuncia o agressor, seja por medo de impunidade ou por falta de provas. Contudo, a lei 10.224/2001 prevê o assédio como crime e a melhor maneira de combatê-lo é através da denúncia com o objetivo de inibir essa prática.

Indo mais a fundo na questão, pode-se considerar a mudança da sociedade. Sem dúvidas, o respeito às mulheres deve ser ensinado desde a infância pela escola e a família. Ademais, é necessário conscientizar que assédio é violência, a fim de alterar a cultura e o pensamento machista que considera  mulher como ser inferior. Da mesma forma, a mudança precisa ocorrer na mídia, pois a exibição excessiva de mulheres seminuas, como se estivessem sendo oferecidas como produtos, contribui para esse desrespeito.

Fica claro, portanto, a necessidade de medidas que decresçam os atos de assédio sexual. Diante disso, as escolas, em parceria com as políticas públicas ligadas à educação, devem incluir em seus currículos, palestras e programas educativos sobre respeito, igualdade dos sexos e o papel essencial da mulher na sociedade. Além disso, o governo deve fiscalizar melhor o que é exibido na mídia e buscar diminuir conteúdos machistas e, por sua vez, incentivar a denúncia de qualquer tipo de violência.