Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 30/06/2018

“O principal objetivo da educação é criar pessoas capazes de fazer coisas novas e não simplesmente repetir o que outras gerações fizeram”. A frase, do biólogo e psicólogo suíço Jean Piaget, exprime a ideia de que a educação é a engrenagem que move as gerações sendo transformadora das ações humanas. Analisando esse conceito atrelado à contemporaneidade, nota-se que referente aos desafios para a redução dos casos de assédio sexual a educação moral, não apenas intelectual e conscientização é necessária para a mudança da sociedade patriarcal tão arcaica e que está intrinsecamente ligada à muitas problemáticas enfrentadas por uma parcela da sociedade.

Sob esse viés, podem-se citar inúmeras dificuldades para a solução desse problema como, a falta de conhecimento de muitas mulheres que passam por situação de assédio e não sabem identificar, a falta de coragem das mulheres de enfrentar seus assediadores, uma vez que são coagidas a não relatar nada e as situações donde muitas mulheres subestimam outras com argumentos de que apenas mulheres bonitas e jovens são assediadas, esses são alguns exemplos mais evidentes diante dessa problemática. Esses fatores somados a falta de atenção e conhecimento por parte de todo corpo social dificultam a resolução dessa problemática.

O resultado desse processo é uma sociedade donde 86% da população já fora assediada em público, sendo perceptivelmente relevante da mesma forma que os inúmeros casos de assédios usando violência física. A sociedade brasileira é altamente despreparada ao ponto de muitos homens com educação intelectual impecável irem para outros países e tomarem atitudes horríveis que beiram a animalidade contra outras mulheres e que, posteriormente, usam de argumentos falhos e chulos que mascaram a real intenção e agem como crianças sem consciência dessa atitude.

Dessa forma, é perceptível a existência desse problema e a dificuldade de solução, uma vez que são atitudes diárias e imperceptíveis que culminam para a permanência dessa enfermidade na sociedade brasileira. Portanto, devem ser feitas ações e rodas de conversas e debates por todo o território brasileiro, realizadas por psicólogos, sociólogos e vítimas de assédio com o intuito de alertar e encorajar possíveis vitimas a denunciar seus assediadores e como uma força conjunta retirar pequenas atitudes machistas da sociedade.