Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 02/07/2018

Olhar. Assoviar. Passar a mão. Essas são atitudes que muitos homens machistas se acham no direito de fazer sem o consentimento da vítima: uma mulher. A campanha “Chega de fiu fiu”, idealizada pelas jornalistas Juliana de Faria e Karin Hueck, realizou uma pesquisa em que 85% das pesquisadas já tiveram seu corpo tocado sem permissão.

Esse é um óbice frequente na sociedade, sendo reflexo de uma cultura antiga em que as mulheres são o gênero frágil e subordinadas aos homens. Assim, a vítima se sente apenas como um objeto que remete ao sexo, que não tem escolhas sobre seu próprio corpo e muito menos respeito, que é provado pela Constituição Federal ser direito de todos.

Além do mais, se atitudes como essa não forem detidas, os casos de estupros estarão cada vez mais presentes e sendo indiretamente aceitos, já que ao realizar um toque imoral, o homem se leva mais ainda ao desejo sexual. Esses assediadores colocam a culpa na forma de vestir das mulheres, porém o percalço está na maneira de pensar dos homens e no esteriótipo implantado pela sociedade de que eles nasceram para o sexo e devem provar seu machismo.

O combate à liquidez citada anteriormente, a fim de conter o avanço de assédios sexuais, deve tormar-se efetivo. Sendo assim, desde que haja ação do governo em parceria com a comunidade, em prol de criar instituições para denúncias contra praticantes de assédio e estímulos às mulheres, por meio de propagandas nas mídias sociais, a recorrerem a este meio, será possível amenizar esse problema e construir uma sociedade mais fiel aos direitos de todos.