Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 01/07/2018

O assédio sexual no Brasil surgiu com a colonização e está na violência da escravidão, na promoção dos massacres indígenas e na exploração sexual das mulheres. Esses três fenômenos eram frequentemente denunciados pelos jesuítas que encontraram grandes dificuldades em suas tentativas de mudar tal padrão de relações baseado na ganância dos colonos que apenas viam os índios como mão-de-obra a ser explorada e suas mulheres como objeto de uso sexual. Dentre tantos fatores relevante, temos: O assédio sexual no ambiente de trabalho e seus agravos em meio social.

Na Revolução Industrial (segunda metade século XVIII), o uso de máquinas no processo e produção permitiu à mulher, com o dispêndio de menos força, atingir os mesmos objetivos de produção do que os homens. Passa a verificar-se uma exploração da força de trabalho feminina, considerada de trato mais fácil e mais barata. Tendo sido uma conquista muito importante na luta pela igualdade de gênero, foi vista, pela sociedade dominada pelos séculos de patriarcado, como uma ameaça ao poder masculino e, tendo como alvo preferencial a mulher, potenciou-se a prática de assédio sexual nas relações de trabalho. Apesar de se ter começado a verificar uma resposta no reconhecimento do problema, a principal preocupação era a de preservar a imagem dos homens que tivessem algum laço com a mulher ofendida.

Embora largos passos já tenham sido dados visando à melhoria desse contexto, os casos de assédio contra mulheres no Brasil só vêm aumentando. Os motivos que geram esse “silêncio” por parte das vítimas - medo de represália, insegurança, constrangimento e sensação de falta da punição adequada por parte das autoridades - contribuem para o agravo do quadro, e dificultam um posicionamento mais efetivo por parte do estado.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o problema, o primeiro passo é que o o governo, como um agente que rege a nação por meio de leis, incentivos, programas, campanhas e punições, intensifique-as tomando medidas mais brandas e adequadas para boa empatia no âmbito social. E a mídia, pode agir de forma ativa, como interventor promovendo campanhas e debates sobre os temas. Além disso, para erradicar a cultura machista e opressora no país e garantir uma sociedade mais igualitária, é sempre necessário que, desde criança, por meios das escolas(salas de aulas), mostrar a valorização e a importância do outro, saber respeitar e o principal é entender os seus limites.