Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 01/07/2018
O assédio sexual não é uma invenção do século atual, desde os tempos antigos essa violência já existia em meio a sociedade. Segundo pesquisa, atualmente cerca de 42% das mulheres relatam ter sofrido algum tipo de assedio sexual em algum momento de suas vidas, seja na rua, no transporte publico, no trabalho, na escola e até mesmo em casa.
De diferentes formas, em diferentes lugares, o assedio sexual é um problema que está impregnado na nossa sociedade e que vem sendo praticado de geração em geração, um dos grandes problemas para que este tipo de violência ainda seja tão enraizado e presente no nosso dia a dia é o fato de que para muitos o assedio sexual não é visto como uma violência. No código penal, o assedio sexual só é considerado crime quando há uma relação hierárquica entre o assediador e a vitima, a cantada na rua por exemplo, é tida apenas como contravenção penal, sujeita a multa. Esse tipo de situação soa muito mais como um atrapalho em meio as inúmeras tentativas da redução dessa realidade, visto que, muitos dos casos de assédios sexuais denunciados apenas uma pequena, se não minima parte deles é atendido e solucionado pelo poder jurídico. Muitas mulheres que sofrem ou já sofreram esse tipo de violência tendem a não fazer qualquer tipo de denuncia, porque como já é vivenciado, a denuncia na maioria das vezes não revolve o problema.
Dentro de uma sociedade politicamente machista o assedio ou qualquer tipo de violência contra a mulher ainda é pouco aceito e debatido, pelo fato de que a mulher ainda é vista como frágil, indefesa e que está a disposição de qualquer tipo de violência mascarada como um simples elogio ou cantada. Em outros casos, muitas pessoas ainda tem a visão de que a culpa é da vitima, da mulher que estava usando um short curto, ou que estava andando sozinha da rua, ou que foi simpática com o colega de trabalho, “deixando” assim a brecha para que ele se sentisse confortável e convidado a tocar em seu corpo sem o devido consentimento.
Muitas campanhas, feitas principalmente por grupos feministas tem buscado combater esse tipo de violência, em prol da liberdade e igualdade dentro da sociedade. Portanto esse crime deve continuar sendo combatido por meio de campanhas protetivas e de conscientização do respeito que é direito de todos. Punições aos criminosos são essenciais nesse combate, juntamente com campanhas de aconselhamento as vitimas, de que a denuncia é um dos pontos principais e de suma importância no combate a essa violência para que a justiça seja executada, e assim, quem sabe um dia a cultura do assedio que está enraizada no Brasil possa ser combatida e extinta da nossa sociedade.