Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 01/07/2018

Recentemente na tela dos cinemas, foi retratada a relação entre os famosos personagens da DC Comics, Coringa e Arlequina. Disfarçada como um “louco amor”, a parceria tóxica dos dois esconde o abuso psicológico e sexual cometido pelo vilão. Essa obra provocou a reflexão sobre como os casos de assédio, principalmente o sexual, estão presentes na sociedade e se mantém negativamente como algo normal.

A maneira com a qual a mulher é representada nas mais diversas mídias, reflete os traços culturais machistas ainda presentes na população. Comerciais, filmes e novelas são boas maneiras de estudar a mente de quem consome esse tipo de conteúdo. Assim, observa-se cada vez mais o esteriótipo da mulher sexualizada, objetificada e submissa. Dessa forma, a manutenção da cultura do estupro se dá pela normatização dos comportamentos nocivos às mulheres.

Outro aspecto relevante no combate do problema é a forma com a qual se é punido esse tipo de crime. Durante os jogos mundiais de futebol na Rússia, brasileiros assediaram uma mulher local ao fazê-la dizer palavras de baixo calão em um vídeo, sendo que ela não sabia o significado do que estava dizendo. A embaixada brasileira nada fez, ao alegar que não foi algo grave, já que não houve morte. A falta de repreendimento e punição para casos assim, mostra o descaso quando se trata de assédio e interfere diretamente no fortalecimento da base que dá origem a todos os futuros delitos.

Portanto, fica claro que o assédio sexual sofrido pelas mulheres é algo perpetuado na sociedade, e um problema com muitas raízes. Porém, como tentativa de minimizar os casos, ONG’s especializadas no cuidado com a mulher podem atuar nas cidade oferecendo apoio psicológico, palestras conscientizadoras para toda a população e pontos específicos nas ruas para monitoramento e denúncias imediatas. Dessa forma, a mulher se sente segura e amparada, enquanto se tenta acabar com o assédio antes e depois dele acontecer.