Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 01/07/2018

Minha mãe pariu gêmeos, eu e o medo. Apesar do autor ser Thomas Hobbes, a frase caberia bem, quase como um “mantra,” no discurso de qualquer mulher brasileira, se mulata então… Segundo estatísticas, enquanto escrevia esse texto 1.220 mulheres foram assediadas sexualmente, são em média 11 por minuto. Levando em consideração que tais dados não mensuram as que, por algum motivo, não denunciam,  fácil perceber que o machismo é pano de fundo para casos de assédio sexual.

Em primeiro lugar, temos as desculpas, que boa parte da sociedade já comprou; Sexo frágil, mais emotivas, escolhidas pela natureza para terem filhos e cuidar da casa. Afinal, são as únicas capazes de  suportar a dor e servir.  Essas e tantas outras, são apenas uma forma velada de dizer; Somos machistas, queremos as fêmeas cuidando do que não queremos cuidar, se elas querem ser ativas na sociedade, que tratem de faze-lo conciliando suas tarefas “naturais” ás que se dizem ter direito.

Ademais, homens que não praticam o assédio, mas compartilham ideias de que as mulheres nascem para atender os desejos masculinos, tendem a  contribuir com a elevação dos índices de criminalidade contra estas. Apesar de leis que tratam com maior severidade o feminicídio, para sanarmos hábitos ruins, precisamos criar novos hábitos.

Por conseguinte, o medo é oriundo dos preconceitos, proveniente dos  “maus costumes”. Filmes como; Eu Não Sou Um Homem Fácil e os protestos em Hoolywood, são importantes para visibilidade e auxiliam na abordagem do tema, também no Brasil. Portanto, cabe ao governo, promover em parceria com as mídias de grande veiculação no país, propagandas com foco em  famosos de ambos os sexos abordando tais assuntos em canais interativo. Afim de problematizar ações corriqueiras propiciando a todos uma reflexão, de quais atos dados como comuns, são na verdade uma manifestação inconsciente de machismo. Só assim reduziremos casos infames como os de assédio sexual.