Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 02/07/2018
Desde palavras obscenas ao contato físico forçado o assédio sexual, caracterizado por ações como essas que ocorrem sem o consentimento da vítima, é um assunto relevante, principalmente pela sua expressiva ocorrência contra às mulheres. É compreensível, logo, que problemas como a objetificação feminina e o modo como assediadores aproveitam-se de suas posições hierárquicas devem ser combatidos na busca pela redução dessa problemática.
Nesse contexto, o modo como as mulheres são inferiorizadas contribui com a cultura do assédio. A partir do fato de que, há poucas décadas, a vida da mulher era voltada aos afazeres domésticos e a satisfação sexual de seus cônjuges, torna compreensível o porquê da hipersexualização e objetificação feminina perdurarem até hoje na indústia midiática e nas relações sociais e familiares. Um exemplo é o revenge porn, onde imagens íntimas de uma mulher são expostas de maneira banal com a finalidade de denegrí-la.
Ademais, as relações de trabalho merecem atenção por também serem atingidas pelo assédio. Isso ocorre porque, normalmente, homens em posições profissionais superiores à mulher aproveitam-se para assediá-las sexualmente, como, por exemplo, dar promoções a partir da ocorrência de relações sexuais. É relevante salientar que muitos desses casos não resultam em denúncias por conta da arbitrariedade com que são julgados pelas autoridades ou pela sociedade.
São necessárias, portanto, medidas que deem apoio à trabalhadora e que modifiquem a imagem erronêa atribuida às mulheres. Para isso, a mídia deve dar visibilidade e discutir esse problema a partir de campanha em comerciais e novelas televisivas; em auxílio ONG´s voltadas ao tema devem administar palestras escolares que ensinem aos jovens as causas do assédio e as ações de combate ao mesmo, e por fim o poder lesgislativo deve propor e aprovar leis que inflexibilizem a absorção e as penas dos autores desse crime.