Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 02/07/2018

“O importante não é viver, mas viver bem.” Segundo Plantão, a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa da própria existência. Entretanto essa não tem sido uma realidade para as mulheres que são as mais afetadas pelo assédio sexual. Com isso ao invés de agir para tentar aproximar a prática descrita por Platão, o contexto social muitas das vezes fundamentado no machismo, falta de ética e intolerância corroboram para a situação contemporânea.

É necessário ressaltar que o assédio fere os direitos humanos tendo em vista que tem por objetivo o constrangimento, desrespeito e desvalorização da vítima. Desse modo a negação de cidadania e o cerceamento da liberdade faz com que está agressão seja rotineira na vida de muitas mulheres. Diante dos expostos, ao invés de se combater o assédio, ainda na infância as meninas são orientadas a tomarem atitudes as quais evitem o risco de um elogio não concedido; um fator que se tornou cultural de maneira que o combate quase inexiste, mas sim maneiras de não “ provocar”. Reforçando o ideário do romantismo no século 19 que transmitia, pela representação de personagens literárias, uma conduta de submissão feminina que compactuava com os valores morais da época.

Além disso, uma das causas dos assédios é a visão machista sobre a conduta feminina. Mesmo que o Feminismo tenha assegurado maior autonomia política e social à mulher, o patriarcalismo ainda a subjuga pela sua vestimenta, direito de ir e vir e empoderamento. Desse modo, os ideais conservadores se sobrepõem à realidade. Nas ruas, festas, trabalho e até dentro da própria casa as cantadas, puxadas no cabelo e as tentativas de reprimir a vítima à violência sexual são ações que se naturalizaram, já que acontecem cotidianamente na vida de muitas mulheres.

Nesse contexto, a cultura de assédio se solidificou na sociedade brasileira. A fim de alterar o olhar machista, debates e aulas de conscientização às crianças nas escolas fomentarão o respeito aos direitos da mulher. Ademais, os meios de comunicação, com impacto apelativo, devem transmitir noticiários sobre a equidade de gêneros e problematizar a banalização do abuso, induzindo a reflexão e mudança na conduta dos indivíduos. O Governo, ainda, sendo mais punitivo nas leis contra essa situação garantirá a aproximação a realidade descrita por Platão.