Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 01/07/2018
Na Rússia, país que está sediando a Copa do Mundo de 2018, é permitido, por lei, bater na esposa uma vez por ano. De acordo com a revista CartaCapital, a cada segundo, uma russa sofre assédio sexual - exatamente como no Brasil. Mas na nação europeia, legalizada, a violência doméstica é quase três vezes maior. Ademais, diversos casos de assédios a jornalistas estão sendo reportados e vistos por milhares de pessoas mundialmente.
A priori, é indispensável salientar que a sociedade é patriarcal e, por essa razão, o homem já cresce com um pensamento machista e dificilmente terá uma total conscientização a respeito do assunto. Nesse contexto, é indubitável que o sentimento de imperiosidade do homem sobre a mulher sempre esteve presente e, a partir disso, surge o hediondo pensamento de que a figura masculina tem a liberdade de fazer o que quiser com o sexo feminino, o que pode ser definido como cultura do estupro.
De acordo com uma pesquisa do Datafolha, 42% das mulheres relatam já ter sofrido assédio sexual, um terço delas declararam passar por isso na rua, e um quinto no transporte público. Foi também exposto que houve mais casos de assédio às mulheres mais novas. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 58,5% dos entrevistados concordaram totalmente ou parcialmente com a frase “Se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros”.
“Ninguém nasce mulher: torna-se mulher.” Com o pensamento da escritora Simone de Beauvoir e com os fatos supracitados, é pueril acreditar que a culpa da violência sexual é das mulheres. É de fundamental importância educar os meninos a não estuprar, e essa conscientização deve ser feita por parte da família e da mídia. Ademais, é necessário que o Governo crie e disponibilize mais verbas às delegacias especializadas de atendimento à mulher (DEAM). Assim, a sociedade patriarcal irá se desconstruir gradativamente.