Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 02/07/2018

Mulheres são tocadas sem autorização em transportes e locais públicos. Ofertas de promoção de emprego são negociadas em troca de uma noite com o chefe. Torna-se praticamente proibido uma mulher sair na rua com roupas curtas pois se o fizer vai estar “pedindo para ser estuprada”. Essas e outras situações encontram-se presentes todos os dias nas vidas das brasileiras que encaram uma sociedade machista e de pensamento retrógrado. Dessa forma, as mulheres vão, aos poucos, perdendo sua identidade e o meio sócio-cultural, por sua vez, agrava esse cenário.

É de conhecimento geral que cantadas cheias de conotação sexual e “toques” indevidos aterrorizam todas as mulheres nos dias atuais, modificando até mesmo o modo delas se vestirem e se comportarem. O que alguns não sabem, é que todo esse assédio pode-se fazer presente também no âmbito profissional onde, por vezes, chefes com abuso de autoridade utilizam-se de suas funcionárias para satisfazer seus prazeres. Tal situação pode ser vista no filme “A garota do livro”, onde a personagem cresce com traumas e certos distúrbios psicológicos por ter sido abusada de um colega de trabalho de seu pai e após adulta é obrigada a trabalhar com este mesmo homem e sofrer com o assédio, o que faz seus problemas se agravarem.

Pode-se observar também que, quando trata-se do meio sócio-cultural, a imagem da mulher nem sempre é bem representada. Isso pois no meio musical o desrespeito ao público feminino faz-se, por vezes, presente. A música “surubinha de leve” do MC Diguinho, por exemplo, mesmo com sua letra agravante ficou entre as mais ouvidas do aplicativo Spotify. Assim, crianças e jovens que crescem ouvindo determinado estilo de música, criam o pensamento de que a desmoralização à imagem da mulher é algo normal.

Portanto, fica evidente que acabar com o assédio na sociedade brasileira é uma luta urgente. Para isso, o Governo Federal em parceria com o Ministério do Trabalho devem promover fiscalizações mensais nas empresas, visando o bem estar dos trabalhadores ali presentes, além de aumentar o número de seguranças e policiais nas ruas e transportes. Ademais, cabe ao Ministério da Educação transmitir através das instituições educacionais, valores éticos e morais, que valorizem a igualdade de gênero, para que assim possa ser erradicado a criação de músicas ofensivas ao público feminino.