Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 01/07/2018
Desde primórdios da civilização, a organização da sociedade foi pautada em uma divisão hierárquica tanto do trabalho, quanto no âmbito familiar baseada sobreposição entre o sexo masculino ao feminino. Diversas civilizações, portanto, construíram suas culturas sobre os pilares de um sistema patriarcal e misógino. Embora, através de lutas por igualdade, o feminismo na modernidade tenha sido alavancado e ascendido o gênero feminino socialmente, nota-se que ainda é recorrente no dia a dia de diversas mulheres casos de assédio sexual , que deve ser reduzido.
O sistema patriarcal, fundamentado em um discurso machista que coloca os homens como superiores às mulheres, é um dos principais responsáveis pelo aumento do índice de assédio. O homem torna-se detentor dos poderes, fonte do conhecimento, no papel de imposição de regras e expressão de suas vontades, ainda que desrespeite o próximo. Assim, perante as normas culturais de moral vigentes, ele torna-se livre para praticar abusos, visto que a mulher surge como inferior e apenas como objeto de prazer. Tais condutas acarretam em violência física e moral, que ferem diretamente os direitos de qualquer ser humano, independente do gênero.
Da mesma forma, devido ao seu papel de destaque, respeito ou adoração na sociedade, homens machistas se sentem no direito de praticar tais atos ante qualquer mulher, gerando influência negativa em diversas escalas. No ano de 2017, houve uma eclosão de denúncias de assédio sexual que envolveram grandes nomes do cinema internacional. Assim como na esfera da indústria do entretenimento, em ambientes de trabalho, como em grandes empresas, homens com maior grau de importância e influência instituem um padrão comportamental de desrespeito e machismo. Nota-se que desse modo, o assédio se expande para qualquer nível social e muitas vezes pode aumentar o índice do feminicídio, já que em alguns casos a reação dessas mulheres não são bem aceitas.
Torna-se mister, portanto, perceber que o assédio sexual é uma problemática recorrente na contemporaneidade e que deve ser combatido. Para isso, os órgãos legislativo e judiciário devem conjuntamente agir na criação de leis de proteção a mulher com rígida aplicação e punição aos que não cumprirem; por outro lado, ONG’s devem se mobilizar e contatar profissionais e vítimas de assédio para palestrar e formar grupos de apoio à mulheres que sofrem ou já sofreram esse tipo de violência, a fim de conscientizá-las da importância da denúncia. Assim, será possível caminhar para um progresso de uma sociedade mais justa e igualitária.