Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 03/07/2018

Desde a época do Brasil Colonial, a mulher era vista como instrumento de prazer masculino, sendo submissa e não tendo expressão contra a autoridade patriarcal vigente naquele período. Atualmente, mesmo com todos os avanços sociais conquistadas por medidas democrática, ainda há vestígios da dominação masculina sobre o sexo feminino.

Os casos de assédio sexual podem ocorrer das mais variadas formas, desde simples piadas com teor sexual até um ato de violência física que viola o espaço alheio, porém devido ao caráter predominantemente patriarcalista da sociedade, as principais vítimas são as mulheres. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (PEA), 78% das mulheres já passaram por uma situação de assédio e entre os homens, 24% admitiram pratica-lo.

Infelizmente, os casos de assédio estão banalizados em qualquer esfera pública ou privada, entre eles estão as famosas “cantadas de pedreiro”, os toques realizados em ônibus ou metrôs lotados, as brincadeiras ofensivas no ambiente de trabalho e até entorpecentes usados para dopar as vítimas de um possível violação sexual. Diante deste grande cenário de abusos e preponderância masculina, cabe a citação da escritora, Andrea Dworkin, a qual explicita: “toda forma social de hierarquia e abuso é moldada a partir da dominação do macho sobre a fêmea”.

Portanto, tendo em vista os aspectos observados, é necessário que o Ministério da Educação (MEC) introduza na grade escolar de sociologia, a educação sobre a gravidade dos atos de assédio e o respeito ao espaço individual, visando reduzir o número de ocorrências. Ademais, é necessário que os diversos veículos midiáticos divulguem situações de superação de algumas vítimas, buscando conscientizar os cidadãos para que tenham a inciativa de recorrerem aos seus direitos.