Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 03/07/2018
Na novela Malhação - vidas brasileiras, houve o relato de uma aluna que sofreu assédio por parte de um professor, e a mesma, ficou em silêncio por muito tempo, pois estava numa situação de medo. Porém, isso não acontece somente na ficção, atualmente, uma parcela da sociedade ainda sofre ou já sofreu assédio, e na maioria das vezes, as vítimas são as mulheres. E não há como negar que existem diversos fatores que inviabilizam a redução dos números de assédio, como por exemplo: o toque no corpo da mulher sem o seu consentimento, bordões ofensivos, cantadas de mau gosto, o corpo sendo tratado apenas como objeto de prazer e a cultura do machismo.
Primeiramente, é importante ressaltar que o corpo da mulher ainda é visto como objeto de prazer. A prova mais viva que temos disso é a puberdade feminina, momento em que o corpo da mulher começa a passar por diversas transformações. E nesse exato instante que a figura feminina começa a ouvir várias piadinhas nas ruas, e quando ignoram os homens e as cantadas, acabam sendo perseguidas, ameaçadas e até mesmo violentadas. um exemplo disso foi o que aconteceu com a jornalista Juliana de Farias, que recebeu chutes ao rejeitar as cantadas de um homem no carnaval de rua.
De acordo com a campanha Chega de fiu fiu, cerca de 85% das mulheres já tiveram seu corpo tocado sem sua permissão. Isso deve-se a cultura machista enraizada na sociedade brasileira que faz com que os homens se sentem autorizados a tocar o corpo da mulher como se fosse algo público. Uma vez que grande parte da população acredita que o que leva as mulheres a sofrerem assédios, abusos e estupros constantemente são seus comportamentos e suas roupas.
Logo, torna-se evidente, que medidas são necessárias para resolver o impasse. A mídia em parceria com os órgãos de proteção à mulher devem fazer o uso de campanhas contra o assédio durante todo o ano,e não somente no carnaval, de modo a informar a população que todo e qualquer tipo de assédio são considerados práticas errôneas. Segundo o filósofo Inmanuel Kant, ’’ o ser humano é aquilo que a educação faz dele.’’ Assim sendo, o Ministério da Educação deve instituir nas escolas palestras ministradas por historiadores sobre como a mulher foi e é tratada ao longo do período da história do Brasil, com o objetivo de mostrar que a cultura machista ainda é vigente e que deve ser quebrada imediatamente.