Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 03/07/2018
Há muito tempo a violência sexual é um problema no mundo, ela é fruto do machismo que perpetua na sociedade. Essa enraização do patriarcalismo gerou um determinismo biológico que inferioriza o sexo feminino. Nesse sentido, dois aspectos são relevantes: o legado histórico cultural e o desrespeito às leis.
Visto que, segundo a filósofa Simone de Beauvoir, não se nasce mulher, torna-se. Sob tal ótica, os comportamentos das mulheres são induzidos pelo meio social, já que a masculinidade sempre foi valorizada e a visão de que o feminino é apenas um objeto domiciliar se fortalece a cada dia. Por conta disso, os índices criminais são recorrentes e a luta contra isso se torna complexa por conta da força dessa cultura machista. Além disso, existe desprezo pelo respeito ao próximo, advinda de cantadas e assédios mesmo em lugares públicos.
De acordo com uma pesquisa mundial realizada pelo Instituto Ipsos, o assédio e a violência são percebidos como os maiores problemas enfrentados pela população feminina. A maioria das mulheres já foram agredidas, ora sexual, ora física, ora psicológica e essas agressões deixam as vítimas abaladas por toda a vida, elas são marcadas pela cultura machista. Esses acontecimentos se tornaram combustíveis para os movimentos sociais, como o feminismo que luta pela igualdade entre gênero e busca a diminuição desses crimes.
Fica evidente, portanto, que essa problemática persiste por ter raízes históricas e ideológicas. Contudo, é preciso que o poder legislativo crie um projeto de lei capaz de combater o problema, porque os meios existentes como a Lei Maria da Penha, estão se tornando ineficazes. Ademais, seria extremamente importante as escolas intensificarem o ensino do feminismo na grade curricular de sociologia, para que assim a futura geração possa desconstruir a ideologia machista e conservadora. Quem sabe, assim, o fim da violência sexual deixe de ser uma utopia.