Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 05/07/2018
No Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, foram registrados mais de 17 mil casos feminicídios no Brasil. Tal fator comprova que embora seja crime, o assédio sexual ainda persiste, sendo constante,depoimentos sobre casos no que se refere ao assédio verbal e sexual em locais públicos. Nesse âmbito pode-se citar que a problemática persevera por ter raízes históricas e ideológicas.
No século passado a mulher vivia numa sociedade patriarcal, onde era submissa ao homem. Hodiernamente tal fator ainda existe, tendo em vista que na maioria dos casos a mulher é vista como um objeto de prazer do homem, sendo submetida a assédios que ocorrem principalmente em locais públicos, vindo a resultar em consequências mentais e em casos mais graves o estupro.
Além disso, mesmo após a luta constante de Simone de Beauvoir e dos grupos feministas contra o machismo ainda há estigmas de ideologias sobre o assunto que se fazem presentes no cotidiano dos brasileiros. A mídia, por exemplo, é uma forte influenciadora dessas percepções, pelo fato de que a mesma dispõe de conteúdos que fazem apologia ao estrupo e ao assédio, bem como músicas, filmes e cenas cinematográficas que chegam a influenciar diretamente no aumento de números de casos.
Diante dos fatos supracitados conclui-se que atualmente vertentes históricas e ideológicas contribuem para a obstinação do assédio sexual em meio a sociedade, sendo assim faz-se necessário tomar medidas cabíveis com a finalidade de reduzir os casos. Portanto, é necessário que poder Legislativo, crie um projeto de lei que ofereça punições mais severas aos agressores. Ademais é preciso que a mídia pare de usar sua capacidade de propagação de informações para objetificar a mulher, e use-a para motivar campanhas governamentais sobre a denúncia dos casos. Quem sabe, assim, o fim do assédio sexual deixe de ser algo banal para o Brasil e passe a ser uma dever de todos.