Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 11/07/2018

Historicamente, a mulher sempre foi subordinada ao poder masculino, sendo importante para uma sociedade extremamente machista somente na manutenção do lar, na criação e educação dos filhos. Esse contexto só foi contestado a partir de meados do século XX com o avanço científico e tecnológico. Conquanto que as mulheres tenham conquistado seus direitos sociais e espaço no mercado de trabalho, elas ainda enfrentam desafios para conseguir combater o assédio sexual sofrido diariamente nos transportes e ambientes públicos, cenário esse que faz-se persistente no Brasil.

É indubitável que toda mulher tem direito de frequentar locais públicos, de ser autônoma e de vestir o que quiser. Isso não abre espaço para ninguém constrangê-la com comentários importunos de cunho sexual, tocar em suas partes íntimas e insistir em manter contato contra a vontade dela. Segundo a ONG Think Olga, dedicada em questões feministas, são muitos os problemas que causam o assédio sexual; entre eles estão a objetificação do corpo da mulher e muitos enxergarem essa conduta como um elogio ou paquera, sem perceber que tal violação pode deixar várias consequências na vida da pessoa, como a perda da autoestima e transtornos psíquicos.

Outrossim, é importante destacar os casos de assédio no ambiente de trabalho, em que normalmente o assediador intimida a vítima por ocupar um cargo hierárquico superior ao dela. Essas vítimas muitas vezes não denunciam seus assediadores por medo de perderem o emprego, serem expostas e julgadas ou por questionarem se possuem culpa sobre o ocorrido, uma vez que muitas acreditam que a roupa que usavam deram abertura para as agressões. Consequentemente, o assédio sexual também pode se configurar em uma agressão mais horrenda, como o estupro.

Destarte, urgem sinérgicas políticas públicas entre o Poder Legislativo e a mídia a fim de converter a problemática abordada. É imprescindível que a mídia deixe de objetificar a mulher e passe a promover campanhas que conscientizem a sociedade brasileira e principalmente as vítimas sobre a importância da denúncia em casos de assédios. Somado a isso, a realização de manifestações que objetivam alcançar a igualdade de gênero e respeito as mulheres. Ademais, é preciso que o Poder Legislativo reforce a fiscalização e crie leis mais severas para a punição dos agressores.