Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 09/07/2018

Durante o processo de intensa industrialização,ocorrida na Revolução Industrial no século XVIII,as mulheres tiveram sua inserção no meio trabalhista por conta de sua mão-de-obra barata,porém havia constantes atos de assédio por parte dos homens nas indústrias,uma vez que a voz feminina era silenciada e assim essa prática no trabalho era mais evidente e nada sutil.Percebe-se que a prática do assédio sexual não é algo recente e essa vicissitude persiste intrinsecamente ligada à realidade no Brasil,seja pelo machismo enraizado na sociedade,seja pelo estigma do sexo ‘‘frágil’’.

A revista Época realizou um questionário online com cerca de oito mil brasileiras e relatou que 99,6% delas já passaram por alguma situação de constrangimento na rua,principalmente no transporte público em que o ‘‘fiu fiu’’ é relativamente alto.Nesse ínterim, tal dado confirma a presente banalização do assédio no Brasil,que ofende a vítima através de ofensas verbais,que geralmente denotam natureza sexual ou obscena,ou até mesmo ameaças de violência física,evidenciando a desigualdade de gênero existente no país e escancarando ainda mais o protagonismo que o machismo tem na sociedade.Além disso,o alto índice de intimidação alinhado com o fato de que algumas mulheres usam roupas curtas e apertadas é um dos argumentos usados pelos agressores para justificar o assédio,que pode culminar no estupro,evidenciando que gradativamente o corpo feminino é visto como objeto sexual.

Um dos casos mais notórios foi o de Harvey Weinstein, produtor de Hollywood denunciado por dezenas de atrizes por ter cometido assédios seguidos de estupros ao longo de décadas,com o rompimento do silêncio desse caso,vários outros homens de indústrias cinematográficas começaram a ser denunciados,mostrando dessa maneira que há um grande aumento no número de casos dessa prática no meio artístico.Embora,o assédio seja crime,muitas pessoas não denunciam seu agressor,por medo de terem sua identidade revelada ou por ameaça do indivíduo agressor.Há também,a perpetuação de valores machistas,por meio da banalização do assédio e desvalorização feminina,colaborando para o fortalecimento dessa intimidação às mulheres.Nesse âmbito,analisa-se que essa prática é nociva e acarreta prejuízos à população brasileira como um todo.

Torna-se evidente,destarte que são necessárias medidas para a resolução do impasse como:o MEC junto com órgãos públicos legislativos produzirem campanhas e palestras,acompanhadas por psicólogos e professores nas escolas, com o intuito de se discutir sobre a igualdade de gênero a fim de sanar a perpetuação da cultura de assédio.Ademais,o Ministério da Justiça em parceria com a polícia Civil devem criar uma ouvidoria de denúncias online anônima de assédio com o objetivo de manter a identidade da vítima velada e assim lhe oferecer segurança na hora da denúncia.