Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 11/07/2018
Desde Adão e Eva a imagem feminina é vista como um complemento para o homem e com o decorrer dos séculos, a mulher continuou a ser tratada apenas como algo necessário para a reprodução e as atividades domésticas tendo o indivíduo masculino como o seu senhor dono da sua conduta e da sua vida. Atualmente não se ver distanciamento desse conceito, a sociedade “inferior” procede sendo vítima do machismo e da liberdade equivocada promovida pelo imaginário coletivo.
Em primeira análise, o machismo é visto como um aspecto comum de natureza hereditária, logo a comunidade feminista classifica como cultura do estupro, todos os conflitos vividos por elas em seu dia-a-dia. O assédio sexual, infelizmente, é frequente e não há limite e nem cenário para que ocorra o constrangimento.
Outro fator é o da liberdade equivocada que o homem pensa que possui diante de uma imagem feminina. Segundo a campanha “Chega de Fiu Fiu”, 85% das mulheres já tiveram o seu corpo tocado sem consentimento em lugares públicos, observa-se que a cultura de estupro está enraizada no cotidiano, o que para umas é abominável, para outros é normal e até mesmo necessário, mas o que está em questão é a moral de um indivíduo que tem a jurisdição, teoricamente, ao seu lado.
Deve-se desconstruir o pensamento de que a culpa sempre é da vitima, o artigo 213 do código penal reformulado em 2009, afirma que o estupro consiste em constranger alguém com ações que classifique o ato como libidinoso, tendo pena de seis a dez anos de prisão. Logo, essa jurisdição deve ser assegurada e divulgada com o objetivo de demonstrar que o assédio por mais “inofensivo” que seja é, perante a lei, considerado estupro e automaticamente um crime.