Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 21/08/2018
Campanhas publicitárias que tratam as mulheres como objetos; o mundo cinematográfico que romantiza uma cena de estupro; o dia a dia de diversas mulheres que usam transportes públicos e são assediadas. Essas situações só são normais, porque a sociedade vive uma cultura do estupro, a qual, banaliza diariamente a dor da mulher.
A mulher sempre teve a sua voz coberta pela voz do homem, a maior parte das histórias que ouvimos são narradas pelo gênero masculino, poucas foram as mulheres que revolucionaram e mostraram protagonismo, como Simone de Beauvoir, Frida Kahlo, Tarsila do Amaral, Joana D’Arc, dentre diversas outras que foram infelizmente, apenas exceções.
O gênero feminino sempre foi considerado culpado por ser agredido física, psicologicamente ou moral. As desculpas usadas para apedrejar a mulher sempre foram diversas, como a roupa que é usada ou a forma “imprópria” como age bêbada em ambientes noturnos. Dentre os diversos casos de estupro e assédio que foram citados, o real motivo recai apenas pelo fato do homem sentir domínio sobre o corpo e decisões da mulher.
51% das vítimas de estupro são crianças menores de 13 anos. E quando se é pensado sobre o criminoso, é associado a uma pessoa estranha, porém na maioria dos casos esses homens são próximos da vítima.
Portanto, qualquer desculpa que seja usada para minimizar ou até mesmo não ser notada a culpa do homem, não é relevante e não o isenta do crime. É necessário que não apenas leis sejam criadas, mas que a mulher se sinta segura ao fazer uma denúncia, pois há índices de mulheres que foram à delegacia da mulher e sua denúncia não foi levada a diante, o que apenas dificulta saber a real quantidade de mulheres que são agredidas. É importante também, que campanhas publicitárias não usem o corpo da mulher como objeto, porque isso só reforça a cultura do machismo. E também, que movimentos como os feministas, ganhem cada vez mais força na sociedade e mostre o valor e a voz que a mulher tem.