Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 16/07/2018

Os desafios para reduzir os casos de assédio sexual. “A essência dos direitos humanos é o direito a ter direitos”, a célebre frese da filósofa judia Hannah Arendt evidencia a deficiência de mudança de postura, no que tange aos desafios para reduzir os casos de assédio sexual. Tal situação é originada devido a duas causas principais: a banalização desse ato e a sexualização excessiva da figura feminina. Com isso, é urgente a necessidade de parceria entre governo e sociedade para amortização da referida problemática.

À guisa de Hannah Arendt, na obra “Eichmann”, relata que “uma sociedade superficial produz rapidamente um mal que se torna banal”. Nesse contexto, os desafios para reduzir os casos de assédio sexual, por ser um problema que está fortemente ligado à banalização desse ato, no qual torna a maioria dos indivíduos inertes e alheios, encaixa-se perfeitamente nas palavras da filósofa; a exemplo disso são levantamentos feitos pela campanha “chega de fiu fiu”,realizada pelas jornalistas Juliana de Faria e Karin Huek, na qual revela que 85% de mulheres foram tocadas sem sua permissão; oque gera graves consequências como o sentimento de culpa nas vitimas e seu constrangimento. Dessa forma, criar leis que multem os que assediam é relevante para que se tenha uma redução nesse aspecto.

A posteriori, a sexualização excessiva da figura feminina é um importante tópico fomentador desse problema. Essa conjuntura valida-se no fato de que, principalmente na infância e adolescência crianças e jovens estão em contato com figuras sexualizadas de mulheres, como exemplo têm-se bonecas da Barbie e os desenhos japoneses como o “Dragon Ball Z”; o que gera graves consequências, tal qual a imagem erótica, em maior escala de garotas, que incentiva de forma sutil possíveis atos futuros de assédio pelos seus telespectadores. Assim, fortalecer limites desse tipo de conteúdo é indubitável para uma melhoria desse dilema.

Infere-se que, banalização desse ato e a sexualização excessiva da figura feminina são, portanto, importantes vetores dessa problemática. Para desconstruir esse panorama, o Estado promulgue leis que multe e disponibilize policiais dos quais fiscalizem repreendendo em locais públicos os atos de assédio, ademais, as mídias devem conscientizar e alertar com propagandas sobre os malefícios de tal prática e revelar as consequências, com fito de gerar uma atenção social sobre o fato e reduzi-lo; concomitantemente, o poder Judiciário deve regularizar as leis que censuram conteúdos passados em mídias, aumentando seus investimentos em órgão fiscalizadores, com objetivo de reduzir o número de crianças e adolescentes em contato com desenhos e brinquedos que erotizem o corpo feminino, com o fito de evitar a influencia dos indivíduos. Pois, assim, será mais fácil combater tal dilema.