Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 15/07/2018
Cultura machista transformada em assédio
Hodiernamente, grande parte das mulheres brasileiras sofrem assédios, sejam eles em espaços privados ou públicos, o assédio verbal é o mais recorrente, em que tem conotações sexuais e que degridem as mulheres. Mas também, isto é devido a herança machista e com caráter patriarcado de nossos antepassados.
A mulher do século XXI é a sombra do patriarcado, esta sombra em que se manifesta em forma de assédio, com injustiça social e desigualdades. De modo que, 52% das mulheres já sofreram assédio sexual no trabalho, segundo a OIT(Organização Internacional do Trabalho), com atos onde uma pessoa em posição hierárquica faz intimidações e ameaça com fundamento sexismo ao subordinado.
Em 2001, foi imposta uma lei relacionada ao assédio sexual, onde impôs uma multa ou prisão de até 2 anos ao assediador. Porém, após a lei, os assédios persistiriram. No ano de 2017, houve um caso em que ejacularam no braço de uma mulher no transporte público na Grande São Paulo, onde o juiz soltou o assediador, por não ter havido “constrangimento, tampouco violência ou grave ameaça”. Com isso, percebe-se a total efetividade desta lei.
Dito isto, percebe-se que a cultura de machismo e patriarcado foi transformada nos assédios de hoje em dia. Para que houvesse uma queda na taxa de assédios, deveria haver mais campanhas, palestras relacionada ao machismo e ao assédio direcionada as escolas, e o Estado deveria ter mais comprometimento com a lei, ser mais rigoroso com as punições e não deixar assediadores soltos pelas ruas, deixando de ignorar denúncias de vítimas. Com isso, haveria uma melhora na taxa de assédio, uma melhora no ambiente de trabalho e nos transportes públicos, onde mulheres poderiam ficar em paz, já que o Estado estaria cumprindo com seu papel.