Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 17/07/2018

Os casos de assédio sexual ainda são frequentes em pleno século XXI, a Copa do Mundo de 2018, sediada na Rússia, trouxe à tona casos de repórteres, em sua maioria mulheres, sendo assediadas enquanto exerciam seus trabalhos. Movimentos feministas têm lutado para que esse mal seja combatido e erradicado da sociedade, como por exemplo o movimento formado por atrizes de Hollywood, uma iniciativa contra o assédio no local de trabalho. A objetificação da mulher e o machismo impregnado na sociedade, são algumas das causas para que o assédio sexual ainda seja um problema a ser desafiado e resolvido.

À princípio, a mulher vem sendo tratada como objeto sexual desde os primórdios da sociedade. Ensinada apenas para viver em função do seu marido, e tais ensinamentos foram passados de geração para geração, onde a mulher teria que ser subordinada e condicionada as vontades do homem. Ao longo dos anos as mulheres vêm conquistando seu espaço, obtendo o direito ao voto, ser independente e trabalhar. Porém, no local de trabalho é onde as mulheres sofrem mais assédio, sofrido na maioria das vezes por alguém hierarquicamente superior ou alguém que tenha uma ascendência em relação à vítima. Tal assédio ainda é pouco denunciado, por motivos de dificuldades de reunir evidências e baixos índices de punição.

O machismo está impregnado na sociedade, uma sociedade patriarcal, onde o homem ainda recebe mais que as mulheres, exercendo a mesma função. O homem que sempre foi considerado o chefe da casa, e a mulher com o dever de cuidar da casa e dos filhos. Em alguns países mulheres ainda são controladas por regras sociais, dizendo como se vestir ou onde uma mulher pode circular ou não. Pesquisas realizadas no Brasil, mostraram que uma grande parte da sociedade acredita que  mulheres que usam roupa que mostram muito seu corpo merecem ser estupradas. Pesquisas como essa refletem em um pensamento de superioridade masculina, que se sentem legitimados a assediar e constranger mulheres.

É evidente, portanto, o desafio que é o assédio sexual ao redor do mundo e no Brasil. Onde homens sentem-se à vontade para assediar mulheres e não serem repreendidos pelos seus atos. Órgãos de denúncia já foram criados, como a Central de Atendimento à Mulher. Todavia, precisa ser intensificado  o combate e punir exemplarmente casos de assédio. Campanhas de conscientização nas escolas, promovidas pelo governo em conjunto com ONG’s ativistas da causa, para que os meninos de hoje não se tornem os assediadores de amanhã, aprendendo a respeitar as mulheres e seus direitos. Assim como o legislativo criando leis especiais para que as mulheres tenham seus direitos resguardados.