Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 17/07/2018

Retrógrado e primitivo. Esta é a verdadeira adjetivação para os casos de assédio sexual que ainda são frequentemente triviais, uma vez que há convicções errôneas sobre o problema. Primordialmente, a cultura do estupro, quando em uma sociedade a violência sexual é normalizada, traz dois fatores que se destacam pelo grau de envolvimento, a banalização do assédio, e, a normalização ao comportamento sexual violento dos homens.

No que se refere a banalização do assédio, é notório não ser um impasse contemporâneo, já que décadas atrás o livro Lolita, de Vladmit Nabokov, já romantizava o abuso e induzia a provocação por parte da vítima. Pode-se perceber que atualmente livros, novelas e músicas ainda mostram o abuso como algo romântico ou natural, fazendo com que o assédio se torne recorrente, sem resolver o problema no seu cerne, que é a forma que o abuso é tratado no corpo social.

Além disso, a normalização ao comportamento sexual violento dos homens agrava os assédios sofridos por 85% das mulheres, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, isso ocorre por consequência da corriqueira forma que esse grave revés é abordado pelo povo, frases populares como “é instinto” e “homem tem que ser pegador”, pioram a situação pois dão o entendimento de que essas atitudes são naturais, encobrindo décadas de machismo. É notório que Medidas paliativas já são utilizadas e muitas ONGs do movimento feminista se propõe a conscientizar mulheres sobre essa desigualdade, mas os homens ainda são direcionados para o retrocesso.

Inegavelmente as medidas para reduzir os casos de assédio sexual devem receber mudanças. Urge, portanto, a proeminência de medidas eficazes para esse revés. Logo, cabe aos Poderes Legislativo e Judiciário criar leis mais severas para punir eficazmente os agressores. Ademais, o Governo Federal, atrelado ao Ministério da Justiça, deve investir em campanhas nos locais onde os assédios são mais recorrentes, por exemplo ônibus e metrôs, trazendo harmonia à nação em seu processo final.