Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 18/07/2018
Se tratando de assédio sexual, comumente pensa-se nas mulheres como vítima, o que transparece a realidade banalizada em que a sociedade se encontra. Enraizado no histórico de uma sociedade patriarcal, esse problemático cenário atravessa as gerações até os dias atuais, trazendo consigo pensamentos e condutas ultrapassadas que prejudicam em amplo sentido o cotidiano feminino.
Entender o senso comum como formador de crenças é o primeiro passo para eliminar a hostilidade machista vigente. À Karl Marx fora atribuído o conceito de objetificação humana, sendo o indivíduo tratado como simples objeto pelo seu semelhante. A máxima em questão também se aplica ao assédio, devido a sútil crença, que as mulheres devem servir os homens, preceder o sentimento de posse, que por sua vez, precede a agressão, seja fisicamente, seja moralmente. De fato, o egocentrismo masculino é o inimigo invisível que ameaça o cotidiano feminino, ocasionando em alarmantes consequências.
As estatísticas motivam a luta do movimento feminista: 8 a cada 10 mulheres experienciaram o assédio na pele. Independente do tipo de agressão, certamente o gênero feminino se vê ameaçado pelos locais que frequenta, sem espaço para viver a liberdade em plenitude. Em virtude da realidade, percebe-se que o assédio é um problema corriqueiro e que merece toda a atenção e esforços da sociedade como um todo.
Percebe-se, portanto, que o princípio de objetificação marxista imbuído pelo machismo cria barreiras para a evolução feminina. Dessa forma, é imprescindível que mudanças ocorram. Primeiramente na família, de forma que as novas gerações internalizem valores de igualdade de gênero, afim de romper com os padrões de objeto e posse. Além disso, cabe a mídia, principalmente a televisão utilizar de seu poder de influência e transmitir com clareza os ideais do feminismo, para que de fato, homens e mulheres convivam em completa harmonia.