Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 20/07/2018

No período da escravidão, baronesas e escravas eram submetidas aos desejos dos barões, que dominavam suas vontades e usufruíam de seus corpos sempre que necessário. Nos dias de hoje, apesar dos avanços seculares, a mulher continua sendo inferiorizada e vítima do assédio sexual, graças ao desrespeito associado às mesmas por uma sociedade que tem seu alicerce fincado em padrões machistas. Desse modo, reverter o quadro da situação feminina,no país, se faz necessário.

É válido considerar, antes de tudo,a colaboração do homem nesse processo de desrespeito. Tal fato se deve, visto que inúmeros são os casos de assédio sofrido pelas mulheres nas mais variadas camadas do corpo social brasileiro, pelo sexo masculino. No âmbito esportivo, por exemplo, a campanha “Deixa Ela Trabalhar” foi desenvolvida por jornalistas- do gênero feminino- de diferentes emissoras e sites com a finalidade de combater a impertinência física, visando a integridade de seus corpos e direitos.

Cabe apontar,também,que a falta de respeito está diretamente associada aos costumes de uma sociedade com ideias machistas. Isso porque,tornou-se parte do cotidiano feminino receber nas ruas, áreas de trabalho, escolas ou faculdades, comentários desagradáveis e olhares que vão além de uma simples observação. Essas ações se fazem tão presente em nosso meio que acabam por oprimi-las, deixando-as de mãos atadas. Martin Luther King afirmou que é preciso construir diques de coragem para combater a correnteza do medo,ficando clara a necessidade de lutar e não se omitir  perante tais entraves.

Fica claro, portanto, a premência de mudar o panorama atual das mulheres. Para isso as mídias se fazem necessárias no apoio da disseminação de informações sobre os tipos de assédio e como procurar ajuda nesses casos; através de propagandas na televisão aberta, rodas de debate em plataformas de streaming e sites voltados para o auxílio desse público. Cabe, também, aos governantes, sancionar projetos de leis mais rigorosos que visem punir, com multas ou prestações de serviços comunitários,àqueles que cometam atos de impertinência ao próximo. Para que assim, as mulheres possam ter suas vontades e direitos respeitados,diferente daquelas que viveram no período da escravidão.