Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 19/07/2018

No movimento literário naturalista que surgiu na frança entre os anos de 1880 e 1900 a mulher era mostrada como selvagem, criada unicamente para satisfazer prazeres e ajudar na reprodução. Atualmente, 118 anos depois desse movimento, percebe-se que tal concepção acerca das mulheres ainda está em vigor tornando o assédio uma cultura enraizada no país.

Primeiramente, pode-se dizer que a objetificação feminina é uma das principais contribuintes para a manutenção do assédio. Isso porque, a objetificação, termo que surgiu no início de 1970 consiste em analisar um indivíduo a nível de objeto, ou seja a pessoa é usada por outra que não considera seu estado emocional ou psicológico. A mídia e os homens, em sua maioria, são responsáveis pela coisificação feminina, e por consequência disso, o número de casos de assédio por exemplo, cresce exponencialmente no país, uma vez que os homens enxergam as mulheres como seres descartáveis.

O assédio é dividido em 3 tipos: moral, psicológico e sexual. Qualquer um desses é considerado crime no brasil pela lei 216 do código penal e quando comprovado o crime a lei prevê pena de um à dois anos de prisão. Entretanto, raramente as vítimas denunciam os casos de assédio que sofrem pois com o machismo e a hierarquia social, cujo o homem tem sempre razão, enraizados na história do país a culpa é sempre da vítima que ao invés de ser acolhida pela sociedade é julgada e sofre com comentários desrespeitosos, enquanto o agressor sai impune e apoiado pela sociedade.

Fica claro, portanto, a necessidade de romper com a cultura do assédio no país. Para isso, é preciso que o governo dê mais aplicabilidade a lei que torna o assédio crime, e que as vítimas sejam incentivadas por meio de campanhas públicas a denunciar ainda que de forma anônima o seu agressor, para isso poderiam ser introduzidos no pais um “disk” denuncia exclusivo para casos de assédio. Ademais, cabe a mídia por meio de debates e ficções engajadas conscientizar a população a fim de desconstruir a hierarquia social ainda vigente, e romper com o machismo cravado na sociedade. Só assim, o assédio deixará de ser um cultura no brasil.