Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 20/07/2018

Ao longo da história, as mulheres sempre foram objetificadas e postas como propriedade do homem. Desse modo, seja pela constante utilização da imagem feminina ligada aos prazeres masculinos e pela sociedade patriarcal que ainda cria paradigmas para o sexo feminino, em pleno século XXI, o reflexo histórico auxilia a expansão da cultura do assédio.

Dessa forma, na obra O Cortiço de Aluísio de Azevedo, a personagem Rita Baiana é objetificada pelas formas de seu corpo. Assim, é possível perceber que por sempre estar associada a papéis submissos ao do homem, o sexo feminino é colocado como forma de satisfazer a figura tida como superior. Ou seja, como a sociedade possui tais conceitos enraizados, a ideia de que o respeito não é necessário e que o único fator importante é a vontade do homem, muitas mulheres são assediadas sexualmente, passam por situações constrangedoras e episódios que ferem os seus direitos de ir e vir livremente, escritos na Constituição Cidadã.

Sob esse viés, pode-se apontar que majoritariamente a culpa por tal violência ocorrer recai sobre a mulher. Uma vez que a figura feminina sempre foi vista como recatada e submissa, quando não há presença de tais características, como o uso de roupas de gosto pessoal, comportamento que faz jus à sua liberdade inerente como pessoa, homens e até mesmo outras mulheres acreditam que o assédio foi reflexo da falta de respeito destas consigo mesmas, contudo, o problema não está em quem exerce sua liberdade, mas em quem fere a do outro com o excesso da sua.

Portanto, o Ministério da Educação em conjunto com ONGs, através de palestras e cursos, pode expandir ideais de respeito baseados na liberdade individual e que nada pode justificar o assédio. O Governo Federal pode aumentar a fiscalização nas ruas no período noturno e punir judicialmente qualquer forma de assédio, e também em parceria com associações que lutam pelos direitos das mulheres, promover campanhas que conscientizem as pessoas do machismo presente em tal ação, combatendo assim a ideia de que a vítima é sempre culpada.