Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 22/07/2018

No livro “Diário de uma Escrava”, da escritora Rô Mierling, retrata a história de Laura, que é uma jovem de 15 anos de idade que sofre com o assédio sexual diariamente. Atualmente, contudo, isso não é diferente, visto que é crescente o número de casos de assédios sexuais contra indivíduos do sexo feminino. Diante disso, remete à urgente necessidade de analisar a obsessão de assédios ainda presentes na sociedade, que é comprometido pelo Estado e pela família.

É relevante enfatizar, a princípio, que a preocupação de limitar o número de casos de assédio sexual não tem sido priorizada pelo Estado. Isso ocorre porque grande parte das políticas públicas é falha na penalização destes agressores, o que aumenta a facilidade de assediar no transporte público, em ruas e no trabalho. Prova disso é que, a mobilização da campanha “Chega de Fiu Fiu”, o qual o objetivo é combater o assédio em ambientes públicos e privados, relata que mais da metade das mulheres entrevistadas já foram vítimas de indivíduos que tocaram o seu corpo sem autorização. Logo, os números de denúncias caem por negligência do Estado e o medo das mulheres aumentam, uma vez que, na maioria das vezes o assediador saem ilesos das suas atitudes machistas.

Ademais, a família também é responsável pela problemática em questão. Isso acontece devido aos ensinamentos de valores sociais e culturais do século XVIII. Nesse caso, acredita-se que esses comportamentos são transferidos para cada geração. Assim, é comum, por exemplo, encontrarmos famílias o qual o pai agride psicologicamente, verbalmente e fisicamente as mães na frente dos seus filhos. Dessa forma, conforme defende o filósofo Sérgio Cortella, “Não é só a educação dos filhos que é necessária, mas a dos pais também”, todavia, é necessário quebrar os tabus sociais da superioridade do homem sobre as mulheres, como também, os seus príncipios culturais.

Evidencia-se, portanto, que os desafios para reduzir os casos de assédio sexual são devido à negligência do Estado e da família. Em razão disso, as ONGs (Organizações não Governamentais) em parceria com a mídia, devem, nos meios de comunicação, propagar mensagens, debates e oficinas com a participação de vítimas de assédio, enfatizando a importância de denunciar o criminoso, como também, criar mobilizações nas ruas por meio de panfletagem informando como identificar o ato de assédio, onde procurar ajuda e como reagir na situação desonrante. Além disso, o Ministério de Educação (MEC), juntamente com as escolas, deve criar debates com psicopedagogo com a participação de pais, alunos e corpo docente da instituição ressaltando a importância de ensinar para os seus filhos os valores éticos sociais, bem como, desenvolver o diálogo e confiança entre os familiares. Assim, iremos reduzir o número de casos de assédio sexual na sociedade.