Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 22/07/2018

O pensamento de inferioridade da mulher diante do homem pode ser considerado um  reflexo do comportamento histórico de uma sociedade machista. Dessa maneira, a cultura do estupro é uma difusão da ideia de submissão sexual da figura feminina. As consequências de tal ideologia são drásticas, pois o assédio cotidianamente sofrido, poderá deixar sequelas físicas e psicológicas.

A visão machista de muitos homens leva diariamente à várias vítimas dos mais diversos abusos. Segundo o Ministério da Saúde são mais de 500 mil casos de estupro registrados no Brasil, sendo que a maioria dos delitos são cometidos contra crianças e adolescentes meninas, abusadas em grande parte por parentes ou pessoas próximas. Infelizmente, muitos crimes não são solucionados ou nem mesmo chegam a ser denunciados.

Dentro de uma cultura a qual o homem pode tudo, a mulher ainda é vista como culpada, seja pelo seu modo de vestir, ou de se comportar, enquanto o “macho” apenas segue seus instintos biológicos. Tal pensamento abre precedentes para vários casos de assédio no ambiente público, no trabalho, na internet e até mesmo familiar. As consequências deixadas nas vítimas são enormes, tornando-se caso de saúde pública, porque muitas mulheres se calam e guardam para si o ocorrido, logo, podem se tornar alvo de depressão, dependências químicas e até mesmo do suicídio.

Em suma, é imprescindível oferecer o melhor tratamento e acolhimento a quem é assediada. Sendo assim, o Estado deve oferecer maior apoio e proteção às mulheres através de disque denúncia como forma de proteger aquelas que não possam ou tenham medo de denunciar, preservando o anonimato. Além disso, as Unidades de saúde pública necessitam disponibilizar prioritariamente suporte médico e psicológico a quem sofreu estupro, como maneira de proporcionar atendimento humanizado, a fim de minimizar possíveis sequelas futuras das diversas vítimas da cultura do estupro.