Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 03/08/2018
Não importa a época que esteja, seja no do Império Romano, na Idade Média, na Revolução Industrial ou Na Era Cristã, as mulheres sempre foram vistas como objeto sexual e sofriam diariamente com isso. Atualmente, mesmo depois de tanto tempo, essa realidade ainda condiz com a vida de muitas mulheres. Segundo o Datafolha, quatro em cada dez mulheres já sofreram algum tipo de assédio sexual, e pode ter certeza que esse número é muito maior.
Todos os dias quando uma mulher quer sair de casa, ela precisa se olhar no espelho e observar se sua roupa não está provocativa demais, mesmo que saiba que ela não é culpada pela a falta de respeito provinda da parte masculina, elas ainda se perguntam, se sua roupa não irá causar problemas quando for para a rua. Esse fato acontece com todas, porque a mulher já está nessa luta há muito tempo, é tanto tempo que quando elas são assediadas na rua, seja por cantadas ruins ou piadinhas machistas, elas apenas ignoram, e acabam acreditando que aquele assédio não é uma violência. Dessa forma, ao levar em conta a música de Kell Smitt,‘‘Quero andar sozinha, porque a escolha é minha, sem ser desrespeitada e assediada a cada esquina’’, percebe-se que a mulher já esta farta de ser privada de sua liberdade.
Ultimamente, no Brasil, discussões sobre o feminismo contemporâneo vêm surgido com diversas manifestações, como por exemplo, ‘‘chega de fiu fiu’’ ou ‘‘mexeu com uma mexeu com todas’’, essas manifestações ocorreram a partir de uma delação feita por algumas atrizes, que estavam sendo vítimas de assedio sexual, dentro do local de trabalho. No entanto, deve-se englobar todas as mulheres como uma só, o Brasil não é o único país que isso acontece, temos como exemplo das atrizes de Hollywood, que confessaram já terem sofrido assédio no local de trabalho, por alguns homens de grande poder. Dessa maneira, nota-se que as mulheres não têm descanso desse tipo de situações, nem mesmo no seu ambiente de trabalho.
Dado o exposto, viu-se que as mulheres sempre foram vítimas de assédio sexual, mas chegou a hora de deixar de ser vítima e começar a se impor. Para mudar essa realidade, primeiro, a família desde cedo, precisam ensinar a seus filhos, como respeitar uma mulher, que quando elas dizem não,realmente é não. Além disso, caso alguma mulher tenha passado por um tipo de violência, seja física ou psicológica, denunciar na delegacia da mulher, lá encontrará auxilio necessário para ajuda. Também é preciso fazer campanhas públicas, nas escolas, na rua, nas universidades, na família. É preciso transformar o mundo no lugar melhor, com uma geração menos machista, menos violenta e que entendam que a violência contra a mulher e a desigualdade de gênero não são inaceitáveis.