Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 02/08/2018

Observa-se que é algo “natural” ao redor do mundo, porém, deve-se lembrar que, no Brasil, assédio sexual é crime. Apesar de muitos não concordarem com essa lei, ela existe e deve ser exercida para proteger, principalmente, as mulheres, as quais muitas vezes sofrem com isso diariamente. É importante analisar o porquê dos homens continuarem agindo dessa forma mesmo sendo crime e  as consequências que gera às mulheres que passam por esta situação.

Nota-se que o machismo prevalece na sociedade, dando assim privilégios aos homens. Uma problemática que surge com isso é o pensamento de posse que alguns homens têm diante às mulheres, isso faz com que eles acabem falando ou fazendo algo que desrespeitam-na e que talvez incrimina-os. Segundo Kate Manne, professora de filosofia na Universidade de Cornell, nos Estados Unidos da América, o comportamento masculino sobre o assédio é devido a forma de garantir que as mulheres se comportem de acordo com o papel delas na sociedade dando atenção, cuidado e até mesmo sexo, como se fosse seu direito obter.

Nesse sentido, percebe-se as consequências diante desse problema como o grande número de mulheres que, ao sofrerem algum tipo de assédio, seja verbal ou físico, desenvolvem algum trauma, o qual pode desencadear doenças psíquicas como depressão, transtorno de ansiedade e síndrome do pânico. Um fato que deve observar, é que mesmo uma parcela das mulheres nunca terem sofrido algum assédio traumático, essas acabam se privando de fazerem coisas normais como usar um short ou então de ir a uma festa por medo do que possa acontecer.

Portanto, para que haja uma diminuição e então um fim nos casos de assédios sexuais, é necessário que a população masculina esteja disposta a compreender e parar de cometer este ato. Para isso, é preciso mais palestras sobre o assunto nas instituições de de ensino, onde irão explicar o porquê de ser errado, proibir a normalização desse assunto na mídia usando essa situação como crítica e destacando o papel da mulher diante disso, e, por fim, ensinando as crianças a diferença entre assédio e elogio, mostrando como o primeiro é ofensivo e não deve se cometer. Assim, encerrará este fato que ocorre diarimente nas vidas de muitas mulheres e também acabando com os traumas e o medo.