Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 02/08/2018
A cultura da objetificação feminina, que tem suas raízes fincadas na sobreposição de gênero, impulsionou de forma considerável os casos de assédio sexual. Essa realidade, inerente a grande parte das mulheres, causa danos físicos e psicológicos irreparáveis.
Primeiramente, é importante ressaltar que assédio sexual não deve ser resumido apenas ao estupro, ou seja, palavras de baixo calão e toques sem consentimento do indivíduo também configuram crime. Partindo desse princípio, expõe-se a fragilidade das leis nacionais, afinal, um delito foi simplesmente banalizado. As vítimas, desprotegidas e sem o devido auxílio, buscam por conta própria criar movimentos de conscientização e combate a esse tipo de violência.
De forma paralela e agravante a esse contexto, encontra-se uma espécie de inversão de responsabilidade. Uma sociedade machista, com base em conceitos ultrapassados e cercados de ignorância, prefere culpar a vítima pelo assédio, acusando-a e discriminando-a por escolhas pessoais, como por exemplo, usar uma roupa mais curta.
Levando em consideração o que foi relatado, entende-se que os desafios para combater o assédio sexual são colossais. A longo prazo, é essencial um maior investimento em educação por parte do governo, visando assim, formar uma sociedade com mais discernimento, ética e respeito. Em caráter emergencial, cabe aos poderes públicos aumentarem o rigor das leis vigentes no âmbito teórico e, acima de tudo, aumentar a eficácia de suas aplicações no âmbito prático, através da expansão das delegacias femininas e da melhor qualificação de seus profissionais.