Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 03/08/2018
Segundo, Zygmunt Bauman em sua concepção de modernidade interligada o homem é responsável pelo outro seja de modo explicito ou não. Devido ao mundo globalizado, tudo que alguém faz causa impacto na vida do outro e nisso tem sido evidente o descaso social e político nas condutas sobre assédio sexual. Nesse âmbito, é necessário sanar os imbróglios da cultura do impertinência sexual.
Em primeiro plano, é importante ressaltar que desde as eras primordiais, a mulher é considerada subjulgada ao homem, sendo que desenvolvendo uma retórica de machismo e assédio. No entanto, hodiernamente ainda há um grande marco desses pensamentos, uma vez que com essa aculturação de perseguição, inúmeras mulheres tem sofrido o grande transtorno causado por esse. Ademais, o assédio muitas vezes é entendido como algo natural e positivo aos homens, já que nesse o indivíduo tenta demonstrar sua masculinidade, por meio de um crime banalizado.
Outrossim, pesquisas realizadas recentemente, pela Superinteressante demonstram que 58% das mulheres acreditam serem culpadas pelo assédio, assim, acabam mudando de rotina para tentar evitar transtornos maiores. Dessarte, pela vertente de tanto descaso em cessar condutas de violência sexual no Brasil, jornalistas se sentindo ofendidas por serem abusadas enquanto estavam trabalhando, criaram uma campanha denominada “deixa ela trabalhar”. Todavia, é válido elencar que a maioria dos casos de estupro e assédio são realizados por membros próximo da vítima e não por desconhecidos.
Em suma, cabe aos indivíduos ir em busca de uma sociedade ideal na qual não se tenha o ideal de que o assédio é culpa da vítima. Com isso, urge que o Ministério Público junto a parcerias privadas, criem plataformas de denúncia, na qual possa identificar os locais que existam perseguição e auxiliar na prisão dos coautores do crime, uma vez que já existem leis que punam essas ações, cabendo o uso severo, a fim de aumentar a segurança e a prevenção do assédio.