Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 05/08/2018
“Depois do NÃO, é tudo assédio”
Sendo uma herança do patriarcado desde o princípio da humanidade, o machismo de a cultura do estupro, em pleno século XXI, ainda se fazem presente em grande parcela da população, revigorando o bicho papão do sexo feminino: o assédio sexual.
O machismo, a priori, é um fator que está intrinsecamente arraigado ao assédio sexual, uma vez que ele diminui a mulher das mais diversas formas. Assim, em um caso de assédio, não se trata de sexo, mas de poder. Outrossim, engana-se quem pensa que o assédio é apenas físico, existindo também o assédio verbal que, em geral, não se trata de um elogio, mas de uma ameaça; de uma demonstração de poder sobre a vítima, o que faz jus à escritora e filósofa francesa Simone de Beauvoir, quando afirma que a mulher não é considerada um ser autônomo. A forma mais comum de assédio verbal é o famoso assovio, sendo seguido, na maioria das vezes, por adjetivos pejorativos.
A cultura do estupro é outra causa crucial do assédio sexual, posto que esse é a preliminar do estupro. Não obstante, o assédio só acontece porque quem o faz não espera ser punido por isso, visto que, a lei referente a este tipo de crime é bastante ineficaz e a vítima, na maioria das vezes, não consegue manifestar nenhuma reação por medo ou por constrangimento. Dessa forma, a mulher é tratada como um objeto sem opinião ou vontade própria, onde nada do que ela diz é levado a sério, principalmente o “não”, que é visto como um jogo de sedução, como ressalta a youtuber e escritora Júlia Tolezano, em seu vídeo “6 toques para um carnaval agradável”. Destarte, essa cultura é praticada a todo momento, inclusive por famosos, como o cantor Mc. Biel, e o youtuber Everson Zoio.
Diante dos fatos supracitados, é inegável que inúmeros são os desafios para a redução dos casos de assédio sexual. Logo, bom seria que houvesse uma reforma das leis vigentes por parte do poder Legislativo, e uma aprimoramento no seu cumprimento pelo Judiciário, com o objetivos de tornar inafiançáveis os crimes praticados contra as mulheres, com maior reclusão e com a garantia de que a lei será executada; que a escola, em aliança com a mídia e família, realizassem palestras e campanhas de conscientização, com o objetivo de alertar sobre a importância do combate ao patriarcado e à cultura do estupro para a liberdade feminina de ir e vir.