Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 09/08/2018
Em um país utópico no qual a equidade de gênero existe e é totalmente respeitada, todos têm os seus direitos não só garantidos pela lei, mas também podem desfrutar livremente desses. Na realidade, no entanto, os casos de abuso sexual são comuns, sejam eles em espaços públicos ou no ambiente de trabalho.
Nessa visão, a denominada “cultura do estupro” é um dos fatores o qual contribui para a continuidade dos casos de assédio sexual. Essa concepção, impregnada na sociedade brasileira, banaliza, legitima e justifica a violência contra a mulher. De acordo com dados de uma pesquisa realizada pela campanha “Chega de Fiu Fiu”, 85% das mulheres questionadas relataram que já sofreram abuso sexual em locais públicos. Diante desses números, constata-se que os subterfúgios legislativos hodiernos são ineficazes em inibir completamente o comportamento machista dos assediadores. Consequentemente, as mulheres são prejudicadas, pois têm os seus direitos básicos, como o de ir e vir , cerceados.
Outrossim, a ocorrência de crimes sexuais são frequentes também no ambiente de trabalho. Tal questão foi amplamente noticiada em diversos veículos de comunicação quando personalidades públicas, como Angelina Jolie, reportaram já ter sofrido assédio sexual durante a carreira. A hierarquia presente nesse ambiente propicia a ocorrência do abuso sexual, visto que o chefe dispõe de poder sobre os funcionários. Como resultado, as mulheres são colocadas em uma posição na qual têm de se calar para não perder o emprego.
Portanto, medidas são necessárias a fim de resolver o impasse. Para isso, o Poder Legislativo deve tornar as penas presentes nas leis atuais mais severas, a fim de coibir o comportamento dos assediadores, além de garantir os direitos básicos das mulheres respeitado. A iniciativa privada deve criar uma política severa de punição aqueles que assediem física ou verbalmente os colegas de trabalho. Dessa forma, não só a empresa incentiva a vítima do abuso a denunciar o caso, como também descobre e pune os agressores. Somente dessa forma será possível garantir a equidade de gênero no que diz respeito aos direitos básicos garantidos pela lei.